A Origem da vida


Até a década de 50, as preocupações quanto à origem da vida eram consideradas assunto especulativo, incapaz de levar a conclusões mais decisivas. Era comum que posições religiosas e dogmáticas impedissem uma abordagem científica do tema. Hoje, não só muitas perguntas relativas à origem dos seres vivos foram respondidas como incontáveis experimentos de laboratório reproduziram condições supostamente vigentes na época. Obteve-se assim um conjunto de informações que permitiu formular teorias coerentes e plausíveis.
Os "tijolos" básicos
A Terra formou-se há cerca de quatro a cinco bilhões de anos. Há fósseis de criaturas microscópicas de um tipo de bactéria que prova que a vida surgiu há cerca de três bilhões de anos. Em algum momento, entre estas duas datas - a evidência molecular indica que foi há cerca de quatro bilhões de anos - deve ter ocorrido o incrível acontecimento da origem da vida.
Entretanto, antes de surgir qualquer forma de vida sobre a Terra não havia o oxigênio atmosférico (que é produzido pelas plantas), mas sim vapor d'água. É provável que no princípio a atmosfera da Terra contivesse apenas vapor d'água (H2O), metano (CH4), gás carbônico (CO2), hidrogênio (H2) e outros gases, hoje abundantes em outros planetas do sistema solar.
Nesse ambiente, surgiram espontaneamente os "tijolos" químicos que formam as grandes moléculas da vida. Esses "tijolos" são: os aminoácidos, que formam as proteínas; os ácidos graxos, que compõem as gorduras; e os açúcares, que constituem os carboidratos. Carboidratos e gorduras são compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Das proteínas faz parte também o nitrogênio.
Algumas provas da existência, na atmosfera primitiva, de água, hidrogênio, metano e amoníaco são fornecidas pela análise espectroscópica das estrelas; outras, pela observação de meteoritos provenientes do espaço interestelar. A análise das estrelas revela também a existência, em vários pontos do Universo, de pequenas moléculas orgânicas que estariam numa etapa primitiva de formação da vida.
Os químicos reconstruíram em laboratórios, a nível experimental, estas condições primitivas, misturando os gases adequados e água num recipiente de vidro e adicionando energia, através de uma descarga elétrica. Desta forma, sintetizaram substâncias orgânicas de forma espontânea. É claro que o fato de as moléculas orgânicas aparecerem nesse caldo primitivo não seria suficiente. O passo mais importante foi o aparecimento de moléculas que se autoduplicavam, produzindo cópias de si mesmas.
Outro passo importante foi o aparecimento de estruturas anteriores às membranas, que proporcionaram espaços circunscritos onde aconteciam as reações químicas. Pode ter sido pouco depois deste estágio que criaturas simples, como as bactérias, deram lugar aos primeiros fósseis, há mais de três bilhões de anos.
Numa experiência pioneira, no início dos anos 50, o cientista americano Stanley Miller recriou a provável atmosfera primitiva. Misturou num recipiente hermeticamente fechado hidrogênio (H2), vapor d'água (H2O), amônia (NH3) e metano (CH4).
Fez passar através dessa mistura fortes descargas elétricas para simular os raios das tempestades ocorridas continuamente na época e obteve então aminoácidos - "tijolos" básicos das proteínas. Outras experiências testaram os efeitos do calor, dos raios ultravioleta e das radiações ionizantes sobre misturas semelhantes à de Miller - todas simulando a atmosfera primitiva.
O canibalismo inicial
No início, grande número de lagoas e oceanos foi se convertendo numa "sopa" de "tijolos da vida". Como não existiam ainda os seres vivos para comê-los, nem oxigênio livre para decompô-los, sua concentração só aumentava. A energia necessária à combinação entre essas pequenas moléculas (que leva à síntese de grandes moléculas como proteínas, gorduras e carboidratos) era proveniente sobre tudo do calor do Sol, mas também da eletricidade.

O problema da síntese das grandes moléculas subdivide-se em dois, interdependentes: o primeiro trata apenas do aparecimento das moléculas que se conhecem atualmente; o segundo refere-se ao modo pelo qual se deu a passagem do estado de uma simples "sopa" de moléculas orgânicas para o aparecimento de formas celulares organizadas.
Para o primeiro problema, a resposta é aparentemente paradoxal. Imaginemos uma pequena proteína formada por cinqüenta aminoácidos, de vinte variedades. Desmontando-se essa proteína e reagrupando-se seus aminoácidos, de todas as formas possíveis, isso resulta num número altíssimo: a unidade seguida de 48 zeros. Portanto, se nos mares primitivos eram possíveis todas as combinações (e eram, sem dúvida), por que razão vingaram as que produziram a vida? O paradoxo está em que vingaram exatamente porque produziram vida.
Apareceram macromoléculas de diversos tipos, mas as que conseguiram organizar-se em pequenas unidades auto reprodutoras (como o DNA) usaram as outras como alimento. Isso permite saber que tipo de seres povoou primeiramente o Universo. Foram os heterótrofos, seres vivos, como animais e fungos, que comem outros seres vivos. Só depois surgiram os seres autótrofos, aqueles que, como as plantas, sintetizam seu próprio alimento.

Os primeiros seres vivos, unicelulares e muito simples, começaram a obter sua energia da ruptura das moléculas da "sopa" à sua volta; esgotada esta, passaram a tirar energia de outros seres vivos. Mas nesse ponto já deviam encontrar-se num estágio de complexidade que permitia o aproveitamento das reações fotoquímicas: se não tivessem existido, nesta fase, seres capazes de explorar a luz solar, o período inicial de canibalismo teria acabado com a vida incipiente.
Assim, a resposta para o primeiro problema - por que vingaram apenas certos tipos de macromoléculas - depende da resolução do segundo: como apareceram indivíduos que eliminaram aqueles incapazes de formar seus próprios sistemas de auto-reprodução.
Gotículas de conservador obtidas artificialmente e fotografadas ao microscópio sugerem como devem ter se organizado as substâncias orgânicas nos mares primitivos para o aparecimento das primeiras formas de vida.
Conclusão: Conclui que á vida surgiu através do choque entre alguns gases assim formando os aminoácidos, e o surgimento de algumas bactérias assim se transformando em vida.

Arroz de Várzea

Arroz de Várzea-Solo
Até um determinado ponto, as condições apresentadas pelos solos de várzea podem ser consideradas favoráveis para o cultivo do arroz irrigado por reduzir as perdas de água e de nutrientes, porém são restritivas ao desenvolvimento do sistema radicular das culturas de sequeiro, podendo, em casos extremos de compactação, ser prejudiciais mesmo para o arroz irrigado. Em função da heterogeneidade do material de origem e dos diferentes graus de hidromorfismo, apresentam grande variação nas características morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas, o que determina seu agrupamento em diferentes classes, com diferentes limitações. Os solos arenosos ou os solos profundos, muitas vezes, não podem ser aproveitados, por serem antieconômicos. Esses solos são laváveis, empobrecendo as camadas de terra onde estão as raízes da planta, dificultando a sua alimentação.
Quanto à acidez, embora a faixa mais indicada de ph seja entre 5,7 a 6,2, o arroz produz ainda em solos que tenham alto índice de acidez e baixo teor de elementos minerais. É verdade que, nessas condições, produz menos. Por sua vez, em terrenos alcalinos, o arroz não se dá bem. As terras roxas legítimas, por esse motivo, não se prestam.
Por ser planta versátil, este cereal poderá ser cultivado também em terrenos altos, desde que os regimes de chuva favoreçam. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Pauto, são exemplos disso. Hoje, tornaram-se grandes zonas de produção, à exceção de São Paulo, onde as condições de clima e de terra já não são tão propícias. No caso desse tipo de cultura, arroz de sequeiro, as terras mais frescas, com teor razoável de matéria orgânica e rica em elementos químicos, é as mais desejáveis e que produzem as melhores colheitas.
Água
O arroz é planta hidrófila. Gosta de água. Por isso, as culturas irrigadas são as mais desejáveis. As várzeas melhores são aquelas que oferecem um subsolo impermeável, a uns 20 a 25 cm da superfície, porque elas possibilitam grande economia da água necessária à irrigação. As várzeas arenosas são as piores. Sendo porosas e profundas, exigem grandes quantidades de água. Mesmo as várzeas relativamente ácidas, quando oferecem outras condições positivas de aproveitamento, são boas à cultura do arroz.
Preparo do solo e manejo de água
As operações de preparo de solo objetivam adequá-lo, da melhor forma possível, à semeadura, à manutenção da uniformidade da lavoura e facilitar a execução das práticas culturais durante todo o ciclo. Estas operações podem iniciar-se logo após a colheita e estender-se até poucos dias antes da semeadura.
Do bom preparo do solo resultam uma lâmina de água uniforme, melhor controle de plantas daninhas, uniformidade da lavoura, menor ocorrência de acamamento e rápido estabelecimento das plântulas. O preparo do solo para o cultivo de arroz no sistema pré-germinado difere acentuadamente daquele utilizado em outras culturas.

O arroz, por ser uma planta semi-aquática, pode desenvolver-se em solos hidromórficos e até mesmo em condições de anoxia. Esta característica possibilita o seu cultivo em solos inundados com características físico-químicas bastante distintas dos cultivos de sequeiro.

Por constituir-se em uma operação bastante onerosa, sua execução deve ser antecedida por um minucioso planejamento, a fim de que o solo fique adequadamente preparado da maneira mais simples e econômica, utilizando-se os métodos de preparo de solo e as máquinas e implementos mais adequados para cada realidade.

No sistema de cultivo de arroz pré-germinado a irrigação é feita pelo método de inundação ou alagamento. Este método, além de suprir a necessidade de água das plantas de arroz, auxilia no preparo do solo e no controle das plantas daninhas. No preparo do solo, a água é utilizada para a formação da lama, como referência para o renivelamento e para facilitar o alisamento do solo.
O manejo da água interfere no espectro das plantas daninhas e é determinante no sucesso do controle destas infestantes.
Arroz de Várzea-Clima
É planta exigente de calor e umidade. Se bem que essas exigências sejam verdadeiras, o arroz é cultivado numa faixa de grande amplitude, desde as regiões tropicais até as temperadas. Segundo Kikhava e Togo (1929), as condições ideais são uma temperatura constante de 32ºC, em solo permanentemente saturado de umidade. No Brasil, há condições favoráveis de calor, no entanto, quanto à umidade, varia, havendo lugares que permitem à cultura de sequeiro, outros, a cultura irrigada, caso do Rio Grande do Sul. Nas regiões, onde a cultura de sequeiro é praticada, isso indica que as chuvas caem durante a época do ciclo da planta, de maneira bem distribuída, permitindo à ela que tenha umidade suficiente em as suas fases críticas de crescimento. A cultura de sequeiro, não é a cultura ideal. Contudo, quando encontra condições mínimas de produzir, tais como umidade, terras frescas, ricas e com teor satisfatório de matéria orgânica, apresenta as vantagens de poder ser feita em grandes áreas e de requerer menores despesas de instalação.
Temperatura
O abaixamento de temperatura, nos períodos de emborrachamento e floração  podem causar sérios prejuízos às plantas, enfraquecendo-as e predispondo-as ao ataque de doenças. Nesse caso também, a fecundação poderá ser afetada. A luminosidade, por sua vez, influencia o ciclo vegetativo da planta. As variedades do grupo índica sofrem menos o efeito, mas as variedades do grupo japônica, de grãos curtos, são muito sensíveis. Se os estágios iniciais de crescimento, da sementeira à floração, são desenvolvidos com bastante luminosidade, ou seja, sob dias mais longos, haverá naturalmente um prolongamento do ciclo vegetativo da planta, o inverso acontecendo se os dias forem menos longos.
Ventos
Os ventos fortes e granizos também prejudicam, principalmente, quando o crescimento está na fase de granação ou maturação. Provocam o acamamento das plantas, ou a degrana dos cachos, com apreciáveis perdas para as colheitas.
Arroz de Várzea-Plantio
Época de semeadura e densidade de sementes
A melhor época de semeadura para arroz irrigado no Rio Grande do Sul compreende o período de 21 de setembro a 10 de dezembro, dependendo da região e do ciclo da variedade. Como parâmetro geral recomenda-se 150 Kg ha-1 de sementes viáveis (corrigir a % de germinação para 100%) para semeaduras até final de outubro e 125 Kg ha-1 para semeaduras a partir de novembro. Para variedades pouco perfilhadoras recomenda-se 200 Kg ha-1.
Épocas diferentes de semeadura ou de transplantio expõem as plantas da cultura principal e da soca a diferentes comprimentos do dia, temperaturas e condições de luz que, por sua vez, influenciam o comportamento da soca. A definição das épocas de plantio se baseia no conhecimento das condições climáticas preponderantes na região e na disponibilidade de água para irrigação. Nas condições do Norte Fluminense, RJ, e no médio e baixo vale do Itajaí e litoral norte do Estado de Santa Catarina a época de semeadura de setembro foi a que propiciou a maior produtividade de grãos na soca. Para a região de Goiânia, GO, os períodos mais favoráveis ao cultivo da soca corresponderam às semeaduras realizadas de agosto a outubro.
Nesta região, o duplo cultivo de arroz pode ser inviável, pois a colheita do primeiro cultivo e a semeadura do segundo coincidem com períodos de alta precipitação pluvial. Entretanto, o cultivo intensivo das várzeas pode ser obtido com a soca de arroz irrigado. Nas Regiões Norte e Nordeste o arroz pode ser cultivado durante todo o ano, portanto a época de semeadura não limita o cultivo da soca.
Sistema de plantio
A semeadura direta, em solo seco ou úmido, e o transplantio constituem os dois sistemas de plantio de arroz. Uma das vantagens da semeadura direta no cultivo da soca, em comparação ao transplantio, é o maior número de plantas por área. Com isso, poucos colmos são necessários para produzir um grande número de perfilhos na soca. Independentemente do sistema de plantio, uma população adequada de plantas é um pré-requisito para uma soca produtiva.
Cultivares
A escolha da variedade para semeadura deve basear-se em características consideradas essenciais: ciclo, qualidade da semente, adaptação ao manejo do sistema, resistência à brusone, resistência à toxidez por ferro e resistência ao acamamento.
Cultivares de arroz irrigado
BRS Ligeirinho; BRS Atalanta; IRGA 421; ARRANK; BR-IRGA 414; BRS 6 CHUÍ; BRS FIRMEZA; IRGA 416; IRGA 417; IRGA 418; EPAGRI 106; BR-IRGA 409; BR-IRGA 410; BR-IRGA 412; BRS 7 TAIM; BRS AGRISUL; IRGA 419; IRGA 420; BRS PELOTA; EL PASO L 144; QUALIMAX 1; QUALIMAX 13; EPAGRI 107; SCS BRS 111; SCS BRS 114 TIO TAKA; IAS 12-9 FORMOSA; BRS BOJURU; EPAGRI 108 (SC-140); EPAGRI 109 (SC 141); SCS 112. (ANEXO - Características das CULTIVARES)
Arroz de Várzea-Colheita
Outra preocupação no planejamento é com a colheita da cultura principal, especialmente, quanto à época, à altura de corte e aos equipamentos das colhedoras. Deve-se evitar o "passeio" desnecessário de colhedoras e graneleiros, para não danificar excessivamente as plantas de arroz, pois a área pisoteada pela esteira da colhedora pode corresponder a até 38 % da total cultivada. A melhor época de colheita da cultura principal para um bom cultivo da soca é quando os seus colmos estão ainda verdes. Atraso na colheita da cultura principal reduz a duração de crescimento e a produtividade da soca.
Menor altura de corte das plantas da cultura principal alongam o ciclo da soca e, aliada a época tardia de colheita, pode propiciar o seu crescimento em condições climáticas menos favoráveis, afetando a produtividade, especialmente de genótipos de ciclo médio. A maioria dos estudos mostra que as maiores respostas foram obtidas com alturas de corte de 20 a 30 cm.
O sistema de colheita influencia o comportamento da soca, tanto no que se refere a produtividade quanto a qualidade do produto colhido. A colheita da cultura principal realizada com colhedoras equipadas com picador de palha propicia, na soca, maior produtividade e rendimento de grãos inteiros. Quando a colhedora não possui picador de palha, há formação de uma leira de palha que dificulta o crescimento dos perfilhos e favorece a ocorrência de doenças. Com isso, o uso do picador de palha é fundamental.

Ponto de colheita
O teor de umidade do grão adequado para realizar-se a colheita do arroz está entre 18 e 23%. Se colhido com teor muito elevado, haverá grãos em formação. Por outro lado, se a colheita for muito tarde haverá mais quebra de grãos no beneficiamento e, quando se destina a semente, o vigor poderá ser afetado.
Colheita mecânica
Dentre as operações agrícolas que desempenham papel importante na produção de arroz , destaca-se a da colheita.

A operação de colheita é realizada, geralmente, por diversos tipos de máquinas, desde as de pequeno porte tracionadas por trator, até as colhedoras automotrizes, dotadas de barra de corte de até 6 metros de largura, as quais realizam, em seqüência, as operações de corte, recolhimento, trilha e limpeza.
Funções de uma colhedora
Podem-se distinguir as seguintes funções em uma colhedora: corte da cultura e direcionamento para os mecanismos de trilha; trilha, que consiste na separação dos grãos de suas envolturas e de partes de suporte na planta; separação do grão e da palha; limpeza.

Referências Bibliográficas

Arroz de Várzea-Solo, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoBrasil/cap03.htm
Arroz de Várzea-Solo e Clima, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://www.criareplantar.com.br/agricultura/lerTexto.php?categoria=37&id=629
Arroz de Várzea-Cultivar, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoBrasil/cap09.htm
Arroz de Várzea- Descrição de cultivares(ANEXO), pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoBrasil/cap05.htm
Arroz de Várzea-Colheita, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoBrasil/cap15.htm
Arroz de Várzea-Plantio, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoBrasil/cap17.htm
Arroz de Várzea-Preparo do Solo, pesquisado no dia 01 de junho de 2011, acesso em http://www.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=946:preparo-do-solo-e-manejo-de-agua&catid=30:suinocultura&Itemid=47

Descrição de cultivares de arroz irrigado
BRS Ligeirinho - (ex-Embrapa 38--Ligeirinho) - Cultivar desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado a partir da seleção de uma planta-lisa, encontrada em uma população segregante na atual cv. BR-IRGA 410. Tem como destaque o ciclo super-precoce, ao redor de 100 dias da emergência à completa maturação. Apresenta folhas e espiguetas com superfície lisa, grãos tipo "patna" e bom rendimento industrial. Seu ciclo curto proporciona aos produtores as seguintes vantagens: obtenção de preços de venda mais elevado; com melhor otimização da área (diversificação com outras espécies na mesma safra); controle da população de arroz "daninho" (vermelho e preto) em lavouras altamente infestadas por ser colhida antes da maturação da invasora; redução de custos de produção; escape da lavoura aos danos do frio em semeaduras tardias. Contudo deve-se salientar que esta cultivar tem menor teto produtivo do que as demais do tipo moderno. Apresenta baixa temperatura de gelatinização e alto conteúdo de amilose.
BRS Atalanta - Nova cultivar de arroz irrigado de ciclo super-precoce. É constituída de plantas do tipo "moderno-filipino" de folhas lisas, tem ciclo biológico ao redor de 100 dias. O rendimento industrial é superior a 62% de grãos inteiros-polidos, variando de 58 a 65%. O seu grão classificado como grão longo-fino ("agulhinha") de casca lisa-clara. O grão apresentou, nos testes indiretos de qualidade culinária, um conteúdo de amilose classificado como alto ao redor de 27% e intermediária temperatura de gelatinização. Quanto à reação aos estresses abióticos e bióticos em testes experimentais no município do capão do Leão-RS, apresentou reação intermediária de resistência à brusone (Pyricularia spp) e à bicheira da raiz do arroz. Em algumas situações de cultivo, pode mostrar reações de suscetibilidade à toxicidade por ferro, na fase vegetativa, e ao frio na fase reprodutiva das plantas.
IRGA 421 - É proveniente da seleção de planta precoce, identificada em parcela da cultivar Irga 416. Apresenta porte baixo, folhas curtas, eretas e pilosas, panículas protegidas pela folha bandeira, grãos longos, finos e pilosos, casca de colaração amarelo-palha, alto vigor inicial, alta capacidade de afilhamento, Apresenta intermediária reação à toxidez por ferro, sensibilidade à baixas temperaturas. Em relação a reação à doenças a variedade apresenta-se suscetível para a brusone e médio resistente para a mancha dos grãos. Apresenta alto teor de amilose, baixa temperatura de gelatinização.
ARRANK É uma cultivar do tipo moderno, com ciclo variando de 95 a 100 dias, da emergência à maturação. Os grãos são tipo "patna", com bom rendimento industrial. Esta cultivar assemelha-se muito à cv. BRS Ligeirinho, diferindo da mesma quanto à cor da bainha, sendo recomendada para as mesmas situações de cultivo.
BR-IRGA 414 Cultivar precoce, descendente de uma seleção (EMBRAPA-Pelotas), procedente da Colombia-CIAT. Da população original (linhagem com folhas pilosas), foi selecionada uma planta lisa, de ciclo precoce ao redor de 115 dias da emergência das plântulas à maturação dos grãos. Possui grão "patna", de casca lisa-clara, sem arista e pelo ciclo precoce (possibilidade de fase de pré-floração escapar do frio) pode ser semeada um pouco mais tarde. Em razão da origem tropical é sensível ao frio, notadamente na fase reprodutiva.
BRS 6 CHUÍ (ex-Embrapa 6-Chuí) é seleção de uma planta lisa de ciclo precoce feita (EMBRAPA-Pelotas) na cv. BR-IRGA 410. Possui ciclo médio de 110 dias, da emergência das plântulas à maturação dos grãos, grão "patna", de casca lisa-clara e sem arista. As reações a doenças-brusone e toxicidade por ferro, também são muito similares às da 410. Quanto à reação ao frio, a cv. CHUÍ é sensível, porém os efeitos desse fator climático sobre a casca dos grãos (manchas de cor marrom) não são tão intensos como nas demais cultivares dessa arquitetura de planta. Em razão do ciclo precoce, admite ser semeada mais tarde (possibilidade da fase reprodutiva das plantas escapar do frio); por outro lado, se semeada bem no cedo, ela pode proporcionar uma segunda colheita (soca).
BRS FIRMEZA - Cultivar originada do cruzamento múltiplo realizado, na Embrapa Clima Temperado. Pertence ao grupo de plantas moderno/americano, de pouca capacidade de perfilhamento, colmos vigorosos e fortes, com altura média de 77. Apresenta ciclo 120 dias, oscilando entre 115 e 125 dias da emergência a completa maturação dos grãos. Os grãos da cultivar Firmeza são do tipo longo-fino (agulhinha), de casca lisa-clara, de rendimento industrial médio, geralmente, superior a 65% - grãos inteiros-polidos. O baixo grau de esterilidade demonstrado na fase experimental no RS, indica que a cultivar tem certo grau de tolerância genética ao frio na fase reprodutiva. Por esta característica, a cultivar pode ser usada como alternativa na necessidade de semeaduras tardias (cerca de 10 dias além da época ideal de cada região orizícola) no Rio Grande do Sul. Em relação à estresses a cultivar apresenta intermediária reação à brusone, moderada suscetibilidade à rizoctonia, intermediária reação à toxicidade por ferro, moderada tolerância à salinidade do solo e da água, moderada tolerância ao frio e suscetibilidade à bicheira da raiz e à broca do colmo.
IRGA 416 é resultante do cruzamento (IRGA-EEA) entre IR 841-67-1-1 e BR-IRGA 409. Possui ciclo médio de 115 dias, da emergência à maturação, grão "patna" (agulhinha), de alta qualidade industrial, de casca pilosa-clara e semi-aristado. Não é tolerante ao frio na fase reprodutiva, moderadamente sensível à toxicidade de ferro e moderadamente suscetível à brusone e à escaldadura da folha. Por outro lado, é moderadamente resistente à mancha parda e mancha das espiguetas ou glumas. A altura média da população de plantas é de 80 cm.
IRGA 417 - Provem da hibridação múltipla realizada pelo IRGA-EEA. Possui ciclo médio de 115 dias da emergência à maturação, grão patna (agulhinha), de casca clara e pilosa, podendo apresentar pequenas aristas e plantas de tipo moderno com folhas eretas e pilosas. Tem alto teor de amilose, baixa temperatura de gelatinização. O rendimento industrial é de 62% de grãos inteiros quando polidos. Possui sensibilidade média à toxicidade por ferro, bem como ao frio na fase reprodutiva das plantas. Tem reação médio-resistente à brusone e à mancha dos grãos.
IRGA 418 - Esta cultivar apresenta porte baixo, folhas curtas, eretas e pilosas, panículas protegidas pela folha bandeira, grãos longos, finos e pilosos, casca de coloração amarelo-palha, alto vigor inicial, estatura média de 84cm, resistente ao acamamento (sistema convencional), alta capacidade de afilhamento e maturação em 115 dias. Apresenta intermediária reação à toxidez por ferro, mediana reação à baixas temperaturas. Em relação a reação à doenças a variedade apresenta-se médio resistente para a brusone e médio suscetível para a mancha dos grãos. O grão é classificado como longo/fino, com aparência vítrea, alto teor de amilose, baixa temperatura de gelatinização.
EPAGRI 106 - Cultivar caracterizada por plantas de folhas curtas e eretas e de estatura inferior a 100cm. A capacidade de afilhamento é média, com um ciclo biológico aproximado de 105 dias, nas condições de cultivo pelo sistema pré-germinado, em Santa Catarina. Apresenta grau de resistência à toxidez por ferro e às raças de brusone prevalentes nas principais regiões de cultivo. Convém ressaltar que esta cultivar apresenta alta capacidade de rebrote, podendo tal característica ser aproveitada na produção de grãos da soca, quando não se faz o duplo cultivo. Devido à alta qualidade dos grãos, pode ser empregada no processamento industrial para arroz branco.
BR-IRGA 409 linhagem procedente da Colombia-CIAT, apresenta plantas com ciclo médio de 130 dias da emergência à maturação, grão patna, de casca pilosa-clara e com arista apical predominante na população. As folhas são curtas, eretas e pilosas e podem apresentar coloração amarelo-alaranjada (sensibilidade à toxicidade por ferro) durante a fase de máximo perfilhamento. Na população da 409, existem plantas com variações de ciclo, tipo de grão, pilosidade e reação à toxicidade por ferro dentre outras características. Tendo em vista o seu ciclo de 130 dias e à sensibilidade ao frio na fase reprodutiva (origem tropical), essa cultivar deve ser semeada exclusivamente dentro do período ideal de semeadura da região.
BR-IRGA 410 introduzida da Colombia-CIAT no RS (EMBRAPA-Pelotas) e mais tarde, recomendada para o cultivo em SC, essa cultivar possui elevado potencial produtivo, ciclo ao redor de 125 dias, grão tipo agulhinha, de casca pilosa, cor clara, com alta predominância de espiguetas sem aristas. As folhas são curtas, eretas e pilosas, por vezes podem ter, durante o perfilhamento máximo, coloração amarelo-alaranjada não acentuada como na cv. 409. Ocasionalmente, podem ser encontradas plantas atípicas, principalmente, para ciclo, tipo-qualidade de grão e pilosidade. Dada a origem tropical, essa cultivar não é tolerante ao frio na fase reprodutiva, cujo efeito é notado, principalmente, pela esterilidade das espiguetas e casca do grão manchada de marrom. A altura média das plantas na maturação dos grãos é cerca de 85 cm.
BR-IRGA 412 cultivar com ciclo aproximado de 135 dias da emergência à maturação; grão tipo patna, de casca lisa-clara, aristas pequenas em alguns deles. É sensível a baixas temperaturas, principalmente no período reprodutivo e toxidez de ferro, notadamente na fase de intenso perfilhamento. Em razão do ciclo semitardio e da sensibilidade ao frio, não admite semeaduras fora da época ideal da região. As plantas apresentam altura média de 85 cm.
BRS 7 TAIM (ex-Embrapa 7-Taim) é originária de um cruzamento (EMBRAPA-Pelotas) que envolveu genes da cultivar Tetep, cuja reação de resistência à brusone é reconhecida. As plantas da cv. TAIM, possuem ciclo biológico ao redor de 130 dias, da emergência à maturação, grãos do tipo patna, de casca lisa-clara e sem arista. Em comparação com as demais cultivares, BRS 7 apresenta a melhor reação às raças de brusone, atualmente predominante no RS. Suas plantas possuem reação moderadamente tolerante à toxicidade por ferro e bom vigor inicial no sistema de semeadura direta (ou cultivo mínimo). Por outro lado, dada a sensibilidade ao frio e o ciclo semitardio, TAIM não admite semeaduras do tarde, principalmente naquelas regiões sujeitas à ocorrência de baixas temperaturas na fase reprodutiva das plantas.
BRS AGRISUL - (ex-Embrapa 39 Agrisul) - Descende do cruzamento controlado entre as linhagens CL Seleção 62a (Ligeirinho) e CL Seleção 49-2, ambas do programa de melhoramento genético da Embrapa Clima Temperado. Destaca-se das demais cultivares por apresentar resistência à toxicidade por ferro. Seu ciclo biológico é de 127 dias da emergência à completa maturação. As plantas têm as folhas e espiguetas lisas e possuem grande capacidade de emissão de perfilhos. Tem excelente qualidade de grão, com rendimento industrial ao redor de 63% de grãos inteiros quando polidos, temperatura de gelatinização intermediária e 26 % de teor de amilose.
IRGA 419 - Cultivar originária de seleção genealógica realizada em progênie do cruzamento entre cultivares Oryzica1 e BR-IRGA 409. Apresenta porte baixo, folhas curtas, eretas e sem pilosidade, panículas protegidas pela folha bandeira, grãos longos, finos e sem pilosidade, casca de coloração amarelo-palha, alto vigor inicial, estatura média de 82 cm, alta capacidade de afilhamento e resistência ao acamamento. Apresenta ciclo de 120 dias da emergência a para maturação, média resistência à toxidez por ferro, média sensibilidade à baixas temperaturas, média resistência à brusone e média suscetibilidade à mancha dos grãos. O grão é classificado como longo/fino, com aparência vítrea, alto teor de amilose, baixa temperatura de gelatinização.
IRGA 420 - Esta cultivar apresenta porte baixo, folhas curtas, eretas e sem pilosidade, panículas protegidas pela folha bandeira, grãos longos, finos e sem pilosidade, casca de coloração amarelo-palha, alto vigor inicial, alta capacidade de afilhamento e maturação em 120 dias. Apresenta média resistência à reação à toxidez por ferro, mediana sensibilidade à baixas temperaturas. Em relação a reação à doenças a variedade apresenta-se médio resistente para a brusone e médio suscetível para a mancha dos grãos. O grão é longo/fino, com aparência vítrea, alto teor de amilose, baixa temperatura de gelatinização.
BRS PELOTA Originária de plantas selecionadas de uma população heterogênea da cultivar gaúcha BR-IRGA 410. Tem grão tipo longo-fino (agulhinha) de casca pilosa-clara; planta de porte moderno com folhas de cor verde eretas e pilosas; altura variando entre 80-100 cm; e um ciclo mediano de 125 dias, da emergência a completa maturação das sementes. Apresenta um rendimento industrial que pode superar a 65 % de inteiro-polidos, com boa qualidade de cocção. Nos ensaios da Embrapa, no Capão do Leão, a cultivar apresentou reação de resistência as raças prevalecentes de brusone (e reação moderadamente tolerante a bicheira da raiz e a broca do colmo. Apresentou mediana tolerância às condições salinas do solo e da água de irrigação. Em algumas situações de cultivo, pode mostrar-se moderadamente sensível à toxicidade por ferro na fase vegetativa e à quedas de temperatura na fase reprodutiva. O grão tem médio teor de amilose, temperatura de gelatinização intemediádria/baixa.
EL PASO L 144 esta cultivar deriva de uma seleção realizada, pela pesquisa do Uruguai, na cv. BR-IRGA 409. A população de plantas é uniforme para a maioria das características, inclusive tipo e qualidade de grão. A homogeneidade dessas características é uma das razões da diferença em relação à cultivar BR-IRGA 409, da qual é originária. Nos ensaios regionais comparativos da EMBRAPA-Pelotas, EL PASO L 144 apresentou produtividades similares às BR-IRGA 410. No ensaio regional da EMBRAPA-Pelotas, em Capão do Leão, esta cultivar assemelhou-se muito, em termos de ciclo, reação à toxicidade por ferro e altura de planta, à BR-IRGA 410.
QUALIMAX 1 - (ex-Supremo 1) - É uma seleção do genótipo colombiano, realizado pela Empresa Josapar de Pelotas-RS. Possui tipo de planta moderno, bom vigor inicial, com folhas pilosas e eretas, ciclo médio entre 121 e 135 dias da emergência à maturação. Apresenta grãos de casca clara-pilosa semi-aristados. O rendimento industrial é de 61% de grãos vítreos, inteiros e polidos.
QUALIMAX 13 Apresenta elevada produtividade, plantas do tipo moderno, folhas lisas e eretas, ciclo variando de 130 a 135 dias da emergência à maturação. Apresenta média tolerância à toxidez por ferro e moderada resistência à brusone.
EPAGRI 107 - Cultivar selecionada pelo Centro Nacional de Arroz e Feijão (Embrapa Arroz e Feijão), e recomendada para SC, pela EPAGRI. As plantas apresentam estatura inferior a 100cm, folhas eretas e panículas bem protegidas pela folha bandeira. O afilhamento é moderado e o ciclo médio é de 124 dias. Notabiliza-se pela sua elevada resistência à toxidez indireta por ferro (alaranjamento), resistência às raças prevalentes de brusone, resistência ao acamamento e especialmente pela alta qualidade de grãos, em seus aspectos culinários e de rendimento de engenho. Por suas características de grão e rendimento de engenho, atende com vantagens ao mais exigente mercado de arroz branco ou parboilizado.
SCS BRS 111 Cultivar originária de uma linha desenvolvida pela Embrapa e testada em vários locais de SC a partir de 1991. Apresenta como característica principail a associação de alta produtividade com ciclo médio, para SC. A estatura de planta é baixa, com alta capacidade de perfilhamento. É recomendada para o cultivo em todas as regiões produtoras de SC. Os resultados do teste industrial demonstraram que esta cultivar não oferece restrições aos processos de parboilização e beneficiamento.
SCS BRS 114 TIO TAKA É a primeira cultivar brasileira oriunda de um processo de melhoramento denominado 'Seleção Recorrente". Foi desenvolvido pela Embrapa/CNPAF e pelo IRAT através do intercruzamento de dez genótipos do grupo índica., É uma cultivar de ciclo longo, alto potencial de produtividade, porte baixo, resistente ao acamamento, alta capacidade de perfilhamento, ampla estabilidade de produção, alto rendimento industrial e boas qualidades culinárias. As características do grãos são excelentes, tanto para arroz branco como para o parboilizado. Esta cultivar que pode ser cultivada em todas as regiões produtoras de Santa Catarina, desde que sejam efetuados testes preliminares de adaptabilidade.
IAS 12-9 FORMOSA - esta cultivar pertence à subespécie japônica, possui tolerância às baixas temperaturas do ar que ocorrem no RS (zona sul) durante o período reprodutivo das plantas. Possui o ciclo ao redor de 135 dias, a partir da emergência, grãos curtos e vítreos, com casca pilosa-clara e sem arista. Sob condições de alta fertilidade, as plantas demonstram sensibilidade ao acame. Altura média de 105 cm.
BRS BOJURU - Foi a primeira cultivar de arroz irrigado de grão curto, da subespécie japônica, desenvolvida pela pesquisa da Embrapa, no sul do Brasil. A sua liberação visa atender, de imediato, o mercado formado pelos consumidores orientais e descendentes que vivem no Brasil. Esta cultivar está protegida pela Lei de Proteção de Cultivares de 1997. Destaca-se pela sua estabilidade na produção de grãos ao longo do período experimental boa tolerância ao frio na fase reprodutiva. Também possui tolerância às condições salinas do ambiente; alto rendimento industrial, superior a 72% de grão inteiro polido; grão de aparência vitrea após o polimento; floração e maturação uniforme e baixa degranação natural; tolerância à toxicidade por ferro; reação médio-resistente à brusone (Pyricularia oryzae cav.). Apresenta altura de planta ao redor de 100 cm e o acamamento deve ser prevenido pela aplicação moderada de fertilizantes químicos, especialmente de nitrogênio em cobertura e pela densidade de sementes na implantação da cultura.
EPAGRI 108 (SC-140) - Cultivar originária do Centro Internacional de Agricultura Tropical- CIAT (Colômbia). Pertencente ao grupo moderno, de porte baixo, com alta capacidade de afilhamento, ciclo longo e notabiliza-se por apresentar boa resistência ao acamamento. Nos ensaios realizados na Estação Experimental de Itajaí, SC apresentou tolerância à toxidez direta (bronzeamento) e indireta (alaranjamento), por ferro, e resistência a brusone. As características de grãos são excelentes, tanto do ponto de vista de rendimento de engenho, como também de suas propriedades culinárias, o que possibilita seu processamento industrial para arroz branco ou parboilizado. É recomendada para o cultivo em todas as regiões produtoras de SC.
EPAGRI 109 (SC 141) - Esta cultivar foi introduzida do Centro Internacional de Agricultura Tropical CIAT (Colômbia). Apresenta porte baixo, alta capacidade de afilhamento e ciclo tardio. Além da excelente qualidade de grãos, a característica mais marcante da cultivar é o elevado potencial produtivo. É recomendada para o cultivo em todas as regiões produtoras de SC.
SCS 112 - Foi obtida através de cruzamento realizado pela Epagri em Itajaí. Pertence ao grupo moderno, de porte baixo, alta capacidade de perfilhamento e ciclo longo. O desempenho industrial é bom, tanto para o arroz branco quanto para o parboilizado. É recomendada para o cultivo em todas as regiões produtoras de SC.

Hormônio Vegetal.

Giberelinas
Este hormônio foi descoberto no Japão através de estudo de arroz infectado.
Todas as plantas produzem este tipo de hormônio, é produzido nas folhas, nos frutos e nas sementes. Ele age na produção de folhas novas, embriões de sementes, frutos e sementes em germinação. È transportado pelo floema. Este tipo de hormônio ajuda muito na horticultura, pois os vegetais adquirem folhas mais alongadas, ou seja, folhas maiores. Em questão da produção de frutos, ele ajuda na aceleração do crescimento deste, assim os frutos ficam maiores, com a aplicação deste hormônio. A uma contra indicação deste hormônio para vegetais tubérculos, pois ele impede o crescimento deste, assim podemos citar a cenoura, o nabo e o rabanete, que com o assentamento deste hormônio eles podem rachar, assim perdendo o valor comercial. Este hormônio também diminui o ciclo de alguns produtos, como no caso da uva.
Portanto, este hormônio ajuda muito na agricultura, pois se á frutos maiores e folhas maiores o valor do alimento irá aumentar, assim adquirindo valor comercial, o que é muito importante na agricultura moderna.

Citocininas
A citocininas tem origem a partir da adenina, que é uma base nitrogenada. Tem seu transporte pelo xilema. E elas atuam principalmente na regulação da divisão celular, no metabolistmo e na senescência. São produzidas na raiz e sintetizadas em qualquer tecido vegetal. Estimulam a divisão celular e o crescimento das plantas. Inibem o crescimento das raízes laterais. Uma das características mais valorizada na citocininas é o retardamento do envelhecimento das plantas, o que na agricultura é muito importante em questão da alface e do brócolis. Ela também estimula a abertura dos estomas. Portanto, a citocinina ajuda muito nas cultivares foliares. Mas em questão de produção de frutos, pode acarretar a diminuição da produção de sementes, assim contribuindo para a possível extinção da espécie. Este hormônio é de grande ajuda se utilizado corretamente, mais porem, se utilizado errado pode acercar na modificação dos frutos e em percas nutritivas.  Assim, sendo classificada como muito boa na utilização da agricultura e nas indústrias. Ela é boa para aumentar o tamanho de alguns frutos, como no caso da uva, também para acelerar o processo de germinação, como na cevada, para o estimulo do alongamento do entrenó da cana-de-açúcar havendo assim uma maior acumulação de sacarose. Portanto, a citocininas é muito importante na agricultura, pois ela ajuda muito no desenvolvimento de algumas plantas, assim sendo usadas corretamente. 

Fungos

Introdução 

Neste trabalho irei apresentar alguns benefícios e malefícios de protozoários e fungos. Normalmente estes são usados em fabricações de muitos materiais hoje utilizados em pesquisas e em indústrias. O reino fungico se destaca por sua grande diversidade de trabalho  e sua diversidade de doenças que são não apresentam tanta preocupação para o ser humano, pois tem um tratamento fácil sem trazer muitos males ao homem. O reino protozoa se destaca por sua imensidão, pois é dele que é formado as algas que são a base para a provável recuperação de nosso planeta. Assim irei apresentar características destes dois que reinos que podem vir ajudar ou destruir o ser humano.

A importância dos fungos

Os fungos desempenham importantíssimo papel na Natureza: são eles que, juntamente com as bactérias do solo, fazem a decomposição de cadáveres de animais e de plantas. Nesse papel de decompositores da cadeia alimentar, eles permitem a reciclagem dos elementos químicos que constituem a matéria orgânica. Se não fosse assim, os elementos se esgotariam para os seres vivos.
Os fungos são antigos aliados da humanidade, utilizados na fermentação do pão e na produção de bebidas alcoólicas. Além disso eles emprestam um sabor característico ao queijos tipo roquefort, camembert, gorgonzola e muitos outros, sem falar na utilização de fungos diretamente na alimentação, como é o caso dos famosos champignons.
Os fungos têm importância médica pois podem causar doenças no homem, nos vegetais e nos animais. As doenças causadas por fungos recebem o nome de micoses.
As principais micoses humanas são: o sapinho, a frieira e as micoses de pele. Nos vegetais os fungos podem causar doenças como: as "ferrugens, e os "carvões".
Ainda temos os fungos do gênero Penicillium, que são empregados na fabricação de antibióticos naturais.
Por que cresce a massa do pão?
O fermento biológico é um tipo de fungo utilizado desde a Antigüidade na produção de pães e bebidas alcoólicas. Somente com o uso do microscópio verificou-se que o fermento é constituído de seres vivos, unicelulares que se produzem por esporos e brotamento.
O fermento colocado na massa do pão alimenta-se dela e produz gás carbônico. Com a formação de bolhas de gás carbônico no interior da massa, esta aumenta de volume e se torna porosa, originando um pão macio.
A técnica de produção de bebidas alcoólicas é semelhante. O fungo presente no caldo da cana, no suco da uva ou em outro líquido açucarado utiliza o açúcar como alimento e realiza sua fermentação. Nesse processo são liberados gás carbônico e álcool. Assim, do suco de uva produz-se vinho e do caldo de cana produz-se cachaça.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS 

Os microfungos ou cogumelos microcópicos podem causar no homem doenças denominadas micoses, do mais variados tipos. O termo micose foi empregado pela primeira vez por Virchow, em 1856. Ocupam as micoses lugar de destaque na patologia tropical. No Brasil há estudos e trabalhos importantes sobre o assunto, e que interessam a vários ramos da Medicina. 
Os cogumelos microscópicos de interesse clínico pertencem, na maioria, à classe dos chamados fungos imperfeitos. 
Actinomicose. Micose produzida pelo Actinomyces bovis. As lesões actinomicóticas se instalam em setores os mais diversos do organismo. Descrevem-se as seguintes formas anatomoclínicas: (1) cérvico-facial, com lesões também na língua, bochechas e encéfalo. Representa mais de 50( dos casos, surgindo após extrações dentárias, fratura de maxilar e outras lesões traumáticas da fase. O parasito, que vive na bocacomo saprófito, sem causar doença, pode invadir outros tecidos: seios faciais, glândulas salivares, órbita, pescoço e mediatismo. (2) Abidominal, com início no apêndice, gerando sintomas de apendicite aguda ou subaguda. Daí, o fungo pode invadir outras estruturas: cólon, ovários, trompas, fígado, etc. Acomete 20 a 30( dos casos, produzindo elevada mortalidade. (3) Torácica, encontrada em cerca de 15( dos casos, acometendo pulmões, geralmente a porção inferior, pleura e parede do tórax, onde forma fítulas. Não é fácil o isolamento do Actinomyces bovis do pus de fítulas, abscessos e tecidos, em virtude do crescimento de bactérias. Tratamento: (1) penicilina, de preferência; (2) sulfonamidas, para os casos que não se beneficiam com a penicilina; (3) iodeto de potássio; (4) remoção cirúrgica do pus e dos tecidos mortos; (5) repouso e boa alimentação. 
Nocardiose. Micose do tipo crônico, produzida por Nocardia asteroides, fungo muito comumno solo e de fácil crescimento nos meios usuais de laboratório. Encontra-se no pus ou nos tecidos orgânicos. As manifestações clínicas da nocardiose se assemelham, por vezes, às da actinomicose, mas aquela afeta com maior freqüência os pulmões e os pés. Nos pulmões causa broncopneumonia tipo caseoso (aspectro de queijo), podendo mesmo confundir-se com a tuberculose. Forma abscessos em vários pontos do corpo, inclusive no cérebro. No tratamento, as drogas preferenciais são as sulfonamidas. 
Geotricose. Micose causada por uma ou mais espécies do gênero Geotrichum e produz lesões na boca, semelhantes às do sapinho, no intestino, nos brônquios e pulmões. Trata-se com violeta de genciana. As formas pulmonares e brônquicas se beneficiam com o ideto de potássio e vacina autógena. 
Coccidioidocose. Micose causada pelo Coccidioides immitis. Apresenta-se sob duas formas clínicas: (1) primária, aguda, benigna, de bom prognóstico: os sintomas são os de uma infecção respiratória banal: (2) progressiva, disseminada, grave, de elvada mortalidade: os sintomas variam com os órgãos acometdos (pulmões, ossos, pele). 
Tratamento: a coccidioidomiseprimária cura-se em algumas semanas, sem qualquer tratamento específico: a forma progressiva é muito difícil de tratar, embora novas esparanças tenham surgido com o aparecimento recente do amphotericin, droga fungicida. 
Criptococosee (torulose). Esta doença acomete qualquer parte do organismo, com acentuada preferência pelo cérebro e pelas meninges. É provocada pelo Cryptococcus neoformans ( Torula histolytica). A mortalidade é elevada. O tratamento com o amphotericin tem produzido bons resultados, quando aplicado nas fases iniciais da doença. 
Candidíase (moni;íase, sapinho). Doença provocada pela Candida albicans ( antiga Monilia albicans). Este fungo é habitante de estruturas normais, como a boca, o intestino e a vagina. Não se encontra normalmente na pele, salvo se nesta houver alguma doença concomitante. Pode ser identificado também no escarro de pessoas com doença pulmonar e brônquica não micótica. A candidíase se manifesta por lesões das seguintes partes do organismo: (1) mocosa da boca (sapinho) e da vagina; (2) pele, sobretudo quando trabalhada constantemente pela umidade; (3) unhas, cujo leito se torn tumefeito e doloroso (oniquia), podendo chegar ao panarício; (4) brônquios; (5) pulmões. 
Tratamento: as formas brônqicas e pulmonares devem ser tratadas com iodeto de potássio; a forma generalizada resiste aos tratamentos habituais, mas o amphotericin deve ser tentado, uma vez que in vitro a Candida é sensível a esse fungicida. 
Esporotricose. Micose cronica causada pelo Sporotrichum schenki, e espalhada pelo mundo todo, especialmente entre homens de campo, horticultores e operários. Este fungo penetra no corpo através de ferimentos da pele das extremidades e pelo tubo gastrintestinal. A lesão cutânea inicial é característica: nódulo subcutâneo de cosistência elática, forma esférica, móvel, não aderente; depois adere à pele, que se torna avermelhada e, a seguir, preta, por causa da necrose, ou morte do tecido. 
Medicamento de escolha: iodeto de potássio em doses crescentes. 
Maduromicose (pé-de-madura, micetoma). É infecção crônica, rara, que afeta pricipalmente o pé, sem comprometer o estado geral. Caracteriza-se por abscessos múltiplos, físturas e formação de grãos diferentes dos da actinomicose. A infecção foi identificada pela primeira vez por Gill, em 1842, na cidade de Madura, na Índia. A maduromicose pode ser causada por fungos de diversos gêneros e espécies. No Brasil, o Monosporium apiospermum e os cogumelos dos gêneros Cephalosporium e Madurella são os mais encontradições em casos de maduromicose. Tratamento: sulfonamidas, iodeto de potássio, debridamente de fístulas e antibióticos para sustar a infecção piogênica secundária. 
Rinosporidiose. Infecção de natureza fúngica, produzida pelo Rhinosporidium seeberi, caracterizada pela formação de pólidos pedunculados ou sésseis no nariz e nas conjuntivas. O primeiro caso brasileiro de rinosporidiose foi registrado por Montenegro em São Paulo. 
Tratamento: extirpação cirúrgica com auxílio do bisturi elétrico, administração de antimonial pentavalente e tratamento local com tartarato de potássio e antimônio a 5%, ou tártaro emético a 2%. 
Aspergilose. doença causada por um microfungo, do gênero Aspergillus, particularmente o A. fumigatus e o A. niger, e caracterizada por lesões na pele, no ouvido externo, seios paranasais, órbita, vagina, pulmões, brônquios e, às vezes, meninges e ossos. 
Tratamento médico se faz à base de iodeto de potássio e vacina autógena. 
Blastomicose Norte-Americana (doença de Gilchrist). Micose causada pelo Blastomyces dermatitidis, caracterizada por lesões na pele, nos pulmões, ou generalizadas. O Blastomyces não se transmite de homem a homem, mas de sua fonte natural, o solo, onde vive e se multiplica. Esta micose é comum nos E.U.A., mas raríssima na América do Sul. 
Tratamento: iodeto de potássio, vacinas e aplicações locais de vários medicamentos. 

Protozoários

Algas e sua importância para o meio ambiente


Algas marinhas são o pulmão do mundo,  produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e liberam o excesso para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumida na própria floresta.
No ciclo da vida do ambiente marinho, as algas marinhas têm uma função primordial. São chamados organismos produtores, produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consomem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc.), filtradores (acídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). É um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.
Doenças causadas por protozoários:
- Giardíase: Causada pelo flagelado Giardia lamblia, que afeta na maioria das vezes o intestino delgado, provocando dores abdominais, cólica, flatulência, náuseas e diarréia. O modo de transmissão consiste na ingestão de água ou de alimentos contaminados com os cistos deste ciliado, boas condições sanitárias e medidas de higiene pessoal, além do tratamento dos doentes são as medidas profiláticas.
- Leishmaniose tegumentar americana (úlcera de bauru): Causada pelo Leishmania brasiliensis, um flagelado que causa lesões na pele. A picada de mosquitos portadores, como o mosquito-palha e birigui (gênero Lutzomyia) permite que o protozoário penetre na pele do indivíduo. O tratamento dos doentes e combate aos mosquitos são as medidas profiláticas.
- Leishmaniose visceral americana (ou calazar): O flagelado Leishmania chagasi é o responsável por esta doença, que causa lesões no baço, fígado, rins e intestinos quando insetos flebótomos portadores do protozoário picam a vítima e transmitem a doença. Tratamento dos doentes e saneamento básico, além da higiene pessoal, são as formas de prevenção.
- Toxoplasmose: O Toxoplasma gondii, um esporozoário, é o responsável por esta doença que é geralmente assintomática, mas pode causar cegueira. A ingestão de cistos do parasita, presente nas fezes dos hospedeiros naturais do toxoplasma, tal como gatos, e a ingestão de carne crua ou mal cozida contaminada pelo protozoário são as formas de transmissão. Assim, ingerir carne bem cozida, evitar contaminação ao lidar com animais que hospedam o parasita e medidas de higiene são formas de se evitar a toxoplasmose.
 Conclusão 
Conclui neste trabalho a real importância destes seres para o mundo, se não tivéssemos as algas marinhas provavelmente não teríamos mais oxigênio para sobreviver. Hoje o mundo é baseado em transformações continuas e a ajudas destes seres são necessárias para amenizar a transformação de nosso planeta, apesar dos protozoários trazerem grandes malefícios para o homem, como a doença de “chagas”, ele acaba trazendo grandes benefícios para o homem hoje, como as algas que podem ser usadas para a fabricação de muitos objetos de estudos alem de ajudar na agricultura, como adubo, “as algas são o pulmão do planeta”. Já os fungos são usados em grandes quantidades para a fabricação de remédios, produção de alguns queijos, fermentos de pão e etc... Mesmo assim trazendo alguns defeitos na bagagem, pois eles também são causadores de doenças, normalmente doenças provocadas por falta de higiene, o que muitos dizem ser desnecessária. 
Bibliografia

DOENCAS CAUSADAS POR FUNGOS, pesquisado no dia 16 de abril de 2011. ACESSO em http://www.inf.furb.br/sias/parasita/Textos/blastomicose.htm


DOENCAS CAUSADAS POR FUNGOS, pesquisado no dia 16 de abril de 2011. ACESSO em http://www.corposaun.com/micoses-doencas-causadas-fungos/4387/
Doenças causadas por protozoarios. Pesquisa realizada dia 16 de abril de 2011 acesso em http://www.alunosonline.com.br/biologia/doencas-causadas-por-protozoarios-2.html
Doenças causadas por protozoarios. Pesquisa realizada dia 16 de abril de 2011 acesso em http://www.mundovestibular.com.br/articles/815/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-PROTOZOARIOS/Paacutegina1.html

Algas e sua importância para o meio ambiente. Pesquisa realizada dia 16 de abril de 2011 acesso em http://piscinasnaturaispe.wordpress.com/2008/11/25/algas-e-sua-importancia-para-o-meio-ambiente/


Benefícios dos fungos para o mundo. Pesquisa realizada dia 16 de abril de 2011 acesso em http://educar.sc.usp.br/ciencias/seres_vivos/seresvivos5.html





                                 




































ABATE DE AVES

1. INTRODUÇÃO 
No Brasil o abate de aves deve ocorrer conforme o estabelecido no RIISPOA: 
Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal e no 
Regulamento Técnico da Inspeção Tecnológica e Higiênico-Sanitária de Carne de Aves. 
Nesses regulamentos são tratadas questões que referem ao: pré-abate, que engloba a 
captura e transporte dos animais e o abate que consiste nas  seguintes etapas: 
insensibilização, sangria, escalda, depenagem, evisceração, pré-resfriamento, resfriamento,
gotejamento, classificação, embalagem, tempo de armazenamento.
2. PRÉ-ABATE  
O manuseio pré-abate tem início do jejum das aves e a dieta líquida. O jejum é 
praticado com o objetivo de limpar o trato digestivo de tal forma evitar a contaminação da 
carcaça e casos de ruptura. 
O tempo de jejum é iniciado quando os comedouros são suspensos e termina no 
abate. A duração ideal deste tempo está entre 8 a 12 horas. Períodos superiores à doze 
horas podem levar a ocorrências fisiológicas indesejáveis que comprometem a qualidade da 
carne. Essas ocorrências normalmente causam problemas quando a evisceração. Os 
problemas mais comuns são: (1) rompimento do intestino devido o acúmulo de gases e a 
redução da espessura; (2) contaminação com bílis - no período de jejum ocorre acúmulo de 
bílis na vesícula biliar e está ao romper durante a evisceração causa contaminação da 
carcaça; (3) endurecimento do tecido de revestimento das moelas; (4) aderência do papo a 
carcaça, em razão da desidratação da ave, entre outros.
2.1 CAPTURA 
A captura dos frangos deve ser realizada com rapidez e preferencialmente no 
período noturno, sob luz azul, pois as aves não apresentam visibilidade da cor azul. Deve-se 
agrupar o lote facilitando a sua captura. Os frangos devem ser capturados individualmente e 
levados pelas duas pernas. Deve ser cuidadosamente segura na posição vertical. Se forem 
levadas em grupos, nunca levar mais que três aves na mão. Elas devem ser carregadas 
sem causar desconforto e ferimento aos animais. 
2.2 TRANSPORTE  
Recomenda-se realizar o transporte à noite, lembrando que na hora do abate, o 
primeiro lote que chegou ao abatedouro será o primeiro a ser abatido. Os animais são 
transportados em gaiolas, sendo que em cada m
2
 no inverno é possível  realizar o transporte 
de 45kg e no verão 38kg (10 a 12 aves por gaiola).  
Em dias muito quentes é necessário molhar as aves para a realização do transporte 
(Figura 1) evitando assim a morte de alguns animais. 
Ao chegar ao abatedouro, os caminhões devem ficar em plataforma de descanso 
com ventiladores com aspersão de água.
Figura 1. Transporte de aves 
3. ABATE 
O processo de abate é dividido em diversas fases que serão comentadas abaixo. 
3.1 INSENSIBILIZAÇÃO  
Todo animal antes do abate deve passar pela insensibilização (figura 2). Esse 
processo dura 7 segundos e é feito para que não ocorra o sofrimento da ave. 
Esta técnica pode ser feita através de gás, sendo um processo pouco usual devido 
ao alto custo, portanto na maioria das vezes a insensibilização é realizada através da 
eletronarcose, que nada mais é a imersão da ave em água com corrente elétrica causando 
um choque na mesma. A voltagem do choque é de acordo com o fabricante. A eletronarcose 
diminui a eficiência da sangria (principalmente acima de 80 v) e pode, também, inibir 
parcialmente as reações bioquímicas post-mortem, atuando na maciez do peito.  
Figura 2. Insensibilização por eletronarcose
3.2 SANGRIA  
Dura, em média, 3 minutos, sendo um processo passivo podendo ser acelerada pelo 
bombeamento cardíaco. Nos primeiros 40% do tempo desse processo, os animais devem 
ter perdido 80% do sangue. Se a sangria ultrapassar o limite de 3 minutos a depenagem 
será prejudicada, pois as aves estarão aprisionando as penas pelos folículos devido ao 
estado de rigor mortis. 
3.3 ESCALDA  
 O tempo necessário é de 2 minutos com a temperatura de 52ºC para que ocorra o 
afrouxamento das penas. É importante ressaltar que não se deve ultrapassar este tempo 
pois irá ocorrer o cozimento da carcaça e se ficar um tempo menor que o recomendado não 
ocorrerá o afrouxamento das penas dificultando a depenagem. 
3.4 DEPENAGEM 
  
É o processo de retirada das penas feita através de um rolo que possui um dedo de 
borracha para não machucar a carcaça. Durante esse processo podem ocorrer algumas 
lesões na carcaça sendo a mais comum à fratura das asas. É importante ajustar as 
depenadeiras para o tamanho do frango.  
Depois da depenagem (figura 3) é necessário fazer um acabamento que consiste na 
retirada das penas que ficaram na carcaça de forma manual.
Figura 3. Máquina de depenagem.
3.5 EVISCERAÇÃO  
Antes da evisceração as aves são lavadas em chuveiros de aspersão. Inicialmente é 
feito o corte da cloaca e a seguir abertura do abdome. As vísceras são expostas, 
examinadas e separadas. A retirada das víceras procede na seguinte ordem: glândula 
uropígea, traquéia, cloaca, retirada das víceras não comestíveis, retirada das víceras 
comestíveis e pulmões. Os pulmões são extraídos através da pistola de compressão de ar, 
pois estes são fixos.Terminada a evisceração realiza-se a lavagem interna.  
3.6 PRÉ-RESFRIAMENTO (Pré-chiller)
 O pré-resfriamento consiste na imersão em tanques de inox a uma temperatura de 
10- 18ºC, durante 12 minutos, com 2 litros de água por ave. O pré-chiller serve para dar 
início ao resfriamento, limpeza e reidratação da carcaça. O chiller finaliza este processo.
Figura 4. Pré Chiller
3.7 RESFRIAMENTO (Chiller)
Ocorre com temperatura de 2ºC durante 17 minutos sendo necessário 1,5 litros de 
água por ave e para aumentar o resfriamento pode-se acrescentar 2 a 5 ppm de propilenoglicol na água.
Figura 6. Frangos na saída do Chiller
3.8 GOTEJAMENTO 
Dura 3 minutos, o máximo de água que pode ser absorvida é 8%, porém, no Brasil, 
existem carcaças com até 25% de água.    
3.9 CLASSIFICAÇÃO  
 As aves podem ser classificadas em frangos inteiros e frangos em cortes. Aves com 
lesões têm aproveitamento parcial para cortes. A tipificação é realizada pelo peso, ou de 
acordo com o desejo do comprador.  
3.10 EMBALAGEM  
Normalmente, as carcaças são embaladas a vácuo (CO2) na presença de atmosfera 
modificada ou em polietileno com grampo.  
3.11 TEMPO DE ARMAZENAMENTO 
A temperatura de -1 a 1ºC e UR 80-85% permite durabilidade de 6 a 8 dias e com 
temperatura do túnel de -35 a -40ºC por 4 horas permite o armazenamento a -12ºC com 
durabilidade de 8 a 18 meses.
4 BIBLIOGRAFIA 
BRASIL.  Ministério da Agricultura. Regulamento da inspeção industrial e sanitária de 
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