Tipos de Irrigação


IRRIGAÇÃO LOCALIZADA
O sistema de irrigação por gotejamento se desenvolveu em função da escassez de
água.  Este sistema aplica água em apenas parte da área, reduzindo assim a superfície do
solo que fica molhada, exposta às perdas por evaporação.  Com isto, a eficiência de
aplicação é bem maior e o consumo de água menor.  Os emissores utilizados podem ser
gotejadores ou microaspersores.
IRRIGAÇÃO POR SUPERFÍCIE 

Pequenos diques são utilizados para irrigar culturas próximas como pequenos cereais. Canais de irrigação são usados para irrigar ruas plantadas em canteiros elevados. Ambos podem ser irrigados através de bacias em nível rodeadas de pequenos diques. Em todos os sistemas de superfície a água flui por gravidade.
A água é liberada na parte superior da margem ou sulco, ou bacia, a partir de um canal-mestre ou canalização. Conforme a água avança pelos sulcos, parte dela infiltra-se no solo. Quando a corrente alcança a extremidade inferior do campo, uma parte tende a extravasar caso essa extremidade não esteja bloqueada. Quando tiver sido aplicada água suficiente, sua entrada é interrompida manualmente ou por controle automático. Quando a água reflui dos canais, a irrigação daquela área ou grupo de sulcos está completada. De preferência, para irrigação completa, a quantidade de água infiltrada deverá ser apenas a necessária para repor a água do solo esgotada na extremidade inferior de cada canal do terreno.
É difícil prever a taxa de fluxo de água ótimo e o período de aplicação para suprir as necessidades de água do solo, porque a taxa de infiltração e a taxa de avanço da água através da superfície do solo variam de uma irrigação para a outra. O tempo de infiltração é geralmente mais longo na parte superior do fluxo de água do que na extremidade inferior do canal. Assim sendo, se a extremidade inferior estiver completamente irrigada, mais água deve ser infiltrada na parte superior do que o solo pode reter. A água que se infiltrar além da zona radicular (percolação profunda) geralmente retorna ao lençol freático.
A água deve ser aplicada em cada canal ou grupo de canais em período suficiente para assegurar uma irrigação adequada. Taxas de fluxo de água e número de vezes de aplicação para uma irrigação uniforme podem ser calculados em sistemas bem planejados. A maioria dos irrigantes usam a experiência anterior para dosar o número de vezes de aplicação de água e a taxa de fluxo, já que o solo e as condições da planta variam durante todo o período de cultivo. Mas o excesso de água que estravaza é mais difícil de prognosticar porque ele não pode ser observado. Dessa forma, taxas ótimas de fluxo de água e o estabelecimento do número de aplicações podem não ser conhecidos ou nem sempre são utilizados. O excesso de água na superfície pode ser capturado e reconduzido para o mesmo campo através de um sistema de reutilização da sobra de água. Por outro lado, a água recuperada pode ser a fonte para uma irrigação mais abaixo do terreno ou para outros usuários da água.
sistema de inundação por diques (border systems) são apropriados para todos os tipos de cultivares que não sejam prejudicados por inundação durante curtos períodos. São usados em quase todos os tipos de solo irrigáveis, mas são mais apropriados para solos cujas taxas de infiltração não sejam nem extremamente baixas, nem extremamente altas. As faixas irrigadas variam em largura de 9 a 30 metros e são separadas por diques baixos. A declividade do solo deve ser menor que 3%.
Os sulcos em desnível (graded furrows) são formados entre as ruas plantadas, antes da primeira irrigação. A direção das ruas é geralmente paralela à declividade máxima do campo, mas pode ser diferente se uma declividade menor melhorar o fluxo hidráulico no sulco. O método difere da irrigação por diques (border irrigation) porque somente parte da superfície do solo é coberta pela água durante a irrigação.
Corrugações (corrugations) são canais menores com menor espaço entre si, usados para irrigar cultivares que apresentam pequeno espaço entre as plantas, em terrenos moderadamente íngremes. A corrugação geralmente possui menor capacidade do que os sulcos e algumas vezes é utilizada dentro dos sulcos em degraus para melhorar a distribuição da água.
Bacias em nível (level bacin) são similares aos sistemas de inundação por diques (border systems) porém não apresentam declividade em nenhuma direção. Elas são represadas em todos os lados de modo a fazer com que toda a água aplicada infiltre-se. São mais apropriadas para terras que sejam quase totalmente niveladas, de modo que o custo de nivelação não seja excessivo. O fluxo de água deve ser suficientemente amplo para cobrir a área em uma proporção de tempo relativamente pequena em relação ao tempo necessário para a infiltração da quantidade desejada. Considerando que algumas plantas são sensíveis à água represada, esse sistema não deve ser utilizado para tais plantas, a menos que sulcos sejam utilizados dentro das bacias. Este sistema geralmente não é utilizado em áreas úmidas, em que se faz necessária uma rápida drenagem da superfície do excesso de água da chuva, exceto nos locais em que o arroz, que tolera água represada, seja cultivado.
Os sistemas de irrigação de superfície são mais indicados para solos de textura fina a média, com declividade relativamente pequena e uniforme. A maior despesa inicial deste sistema refere-se ao nivelamento (dar formato adequado ao terreno) - investimento que só se faz uma vez. Se a declividade original do campo aproximar-se da declividade final projetada, um movimento de terra mínimo será necessário para se conseguir o formato desejado.
Todos os tipos de cultivares podem ser irrigados através de um dos vários métodos de irrigação de superfície. Estes métodos podem ser considerados mais adequados nos casos em que os sais dissolvidos na água tendem a causar danos quando espalhados sobre as folhas das plantas, ou quando problemas de doenças possam ocorrer em virtude do molhamento das plantas através de aspersores.
Embora os sistemas de irrigação de superfície venham sendo utilizados durante séculos, novas técnicas e aperfeiçoamento do seu manejo estão sendo continuamente desenvolvidos. A adoção de equipamentos de nivelação controlado por laser nos anos 70 simplificou enormemente e melhorou a formatação e o alisamento do solo. Em 1979 uma técnica rotulada como "irrigação intermitente" (surge irrigation) - patenteada pela Fundação da Universidade Estadual de Utah, Stringham e Keller, 1979 - foi desenvolvida para aumentar a taxa de avanço de água nos sulcos. Esse tipo de irrigação implica na liberação intermitente de água nos sulcos. Essa prática, em alguns solos, resulta em uma infiltração mais uniforme em tempo adequado ao longo do comprimento dos sulcos e pode reduzir a profundidade da percolação. Equipamentos comerciais de controle de água estão disponíveis para executar com êxito o fluxo intermitente.
Outro aperfeiçoamento recente destinado tanto para automatizar os sistemas de irrigação de superfície, como para melhorar seu desempenho, é o sistema por cabos (cablegation) que apresenta uma tomada de água (plug) que se movimenta vagarosamente dentro de um conduto de água de superfície situado na extremidade superior de um campo sulcado. O sistema é automatizado pelo uso de um mecanismo de controle da velocidade do plugue móvel. A água é liberada em seqüência, em taxas variadas para os sulcos, a partir de orifícios nos condutos.
IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO

Estes sistemas de irrigação são classificados de acordo com a maneira como são operadas as linhas principais e laterais. Algumas laterais são fixas durante o ano todo, algumas são movimentadas depois de cada irrigação enquanto que outros movimentam-se continuamente durante a operação de irrigação. Os três tipos principais de sistemas por aspersão são: sistemas fixos, sistemas semi-fixos e sistemas móveis.
A pressão necessária para distribuir a água e operar os aspersores é geralmente fornecida por bombas hidráulicas. Em alguns locais a pressão pode ser provida por gravidade, se a elevação da fonte de água for suficientemente alta em relação à área a ser irrigada.
Sistemas fixos e sistemas semi-fixos bem projetados podem aplicar água com aceitável uniformidade quando a velocidade do vento é baixa e a taxa de aplicação não excede a taxa de infiltração do solo, evitando-se assim o excesso de água não absorvida pelo solo. Sistemas móveis geralmente aplicam água mais uniformemente do que os sistemas semi-fixos e fixos. A velocidade de deslocamento dos sistemas móveis (que controla a quantidade de água aplicada em cada irrigação) pode ser regulada.
Sistemas de aspersores fixos não precisam ser movimentados após a sua instalação. As linhas laterais e o número de aspersores devem ser em número suficiente para cobrir todo o campo. Para irrigar, os aspersores necessitam apenas serem abertos ou fechados através da aplicação de água sob pressão na entrada do sistemas. As linhas laterais podem ser enterradas na superfície do campo. A maioria dos sistemas de aspersores fixos possui pequenos aspersores espaçados entre 9 e 24 metros uns os outros, porém alguns sistemas usam grandes "canhões" ou aspersores do tipo hidráulico espaçados cerca de 30 a 50 metros.
Um sistemas de aspersores diz-se deslocável (móvel) se as linhas laterais puderem ser movidas para dentro e para fora do campo durante o período, a fim de possibilitar as operações de cultivo, plantio e colheita.
Os sistemas de aspersores semi-fixos são similares aos sistemas fixos, mas neles há linhas laterais e aspersores em número suficiente para irrigar apenas uma parte do terreno de cada vez. As linhas laterais e os aspersores a elas ligados devem ser movimentados de uma parte do terreno para outra a fim de irrigar o campo inteiro. As linhas laterais manualmente deslocáveis podem ser alimentadas com água oriunda de canalizações também deslocáveis ou através de linhas mestras de água enterradas. As linhas laterais geralmente consistem em extensões de tubos de alumínio, aço galvanizado ou PVC, que podem ser acopladas e separadas com facilidade. Os sistemas de deslocação manual exigem mão-de-obra maior.
Os sistemas de linhas laterais rebocáveis (end-tow lateral systems) são conceitualmente similares às linhas laterais manualmente deslocáveis, exceto pelo fato de terem secções de tubulação rigidamente acopladas. As linhas laterais são geralmente rebocadas de um lugar para outro por um trator.
Linhas laterais de rolagem lateral (side-roll laterals) são um terceiro tipo de sistema periodicamente deslocável. As tubulações laterais são rigidamente acopladas e cada secção abaixo delas é sustentada por uma grande roda. O conduto transversal (linha lateral) forma o eixo das rodas e quando giradas a tubulação inteira pode ser "rolada" para o campo mais próximo. A unidade pode ser movimentada mecanicamente através de um motor montado no centro da tubulação ou por uma fonte exterior instalada na extremidade de cada linha de tubos.
Os sistemas de aspersores móveis irrigam o solo enquanto estão em movimento. O sistema de pivô central é o sistema móvel mais comum. A linha transversal (lateral) de tubos é fixada em uma extremidade e gira a fim de irrigar uma grande área circular. A extremidade fixa, o ponto do pivô, é ligada ao suprimento de água (adutora). A transversal (linha lateral) consiste em uma série de torres variando em comprimento entre 27 a 75 metros. Cada torre (ou vãos) é mantida a cerca de 3 metros acima do chão por uma unidade motriz, uma armação em forma de "A" montada sobre rodas propelidas por motores elétricos ou hidráulicos.
Dispositivos mecânicos em cada torre mantém a linha lateral no alinhamento. A velocidade rotacional do sistema é regulada pela velocidade da unidade motriz da extremidade, a qual pode ser controlada pelo operador. Linhas laterais de pivô central mais comuns são as de 455 metros de comprimento e irrigam uma área circular de cerca de 65 hectares.
aspersor móvel (travelling sprinkler ou traveller) consiste em um aspersor de grande capacidade, montado sobre um chassi auto-propelido. O aspersor desloca-se em linha reta enquanto é suprido de água através de uma mangueira flexível. Alguns aspersores móveis deslocam-se paralelamente a canais abertos dos quais a água é retirada e pressurizada por uma bomba montada no chassi. Os aspersores móveis geralmente operam a altas pressões e utilizam muita energia.
Os sistemas transversais móveis auto-propelidos ou de deslocamento linear (self - propelled lateral - move systems) combinam a estrutura e a orientação transversal de pivô central com um sistema de alimentação de água similar àquele do aspersor móvel. Eles operam a pressões mais baixas do que as dos aspersores móveis. Os sistemas de deslocamento lateral movem-se continuamente em uma direção perpendicular à lateral. Para efetiva operação eles necessitam de um campo retangular livre de obstáculos.
Uma modificação dos sistemas de deslocação lateral e de pivô foi desenvolvido por Lyle e Bordovsky (1981). Seu sistema de baixa energia e precisão na aplicação (LEPA) usa emissores de água de baixa pressão que descarregam pouco acima da superfície do solo. Quando usado em conjunto com práticas de cultivo modificadas, inclusive diques pouco espaçados em sulcos, os sistemas LEPA usam tanto água da irrigação como a água da chuva com efetividade.
Os sistemas de irrigação por aspersão são adequados para a maioria das plantações e são adaptáveis à maioria dos solos irrigáveis. Esta flexibilidade é possível porque os bocais dos aspersores são disponíveis em uma ampla variedade de capacidades de descarga. Um sistema bem projetado aplica a água a uma taxa menor que a da infiltração no solo. O projeto envolve a seleção do tamanho apropriado do bocal aspersor, pressão de operação e espaçamento dos aspersores a fim de aplicar a água com uniformidade à taxa projetada. Os efeitos do vento podem diminuir grandemente a uniformidade da irrigação e devem ser considerados no projeto.
Os sistemas de deslocamentos periódicos são usados onde a irrigação não é necessária mais do que a cada 5 a 7 dias. Os sistemas fixos ou de deslocação contínua são mais adequados para as condições em que as irrigações freqüentes e pouco intensas são necessárias, tais como para plantas de raízes rasas ou para solos com baixa capacidade de retenção de água. Os sistemas fixos podem também ser projetados e operados para prover proteção contra geada e baixa temperatura, retardamento na florada e resfriamento da planta. A flexibilidade no controle das taxas de aplicação fazem dos sistemas por aspersores adequados para a maior parte das condições topográficas.
Considerando que os aspersores descarregam a água no espaço acima do dossel das plantas, ocorre alguma evaporação. E sob condições de vento, uma parte pequena da água desvia-se da área-alvo da aplicação. A quantidade de água evaporada e de água desviada é difícil de ser mensurada com exatidão. A maior parte das avaliações feitas acusam evaporação e desvio entre 5 a 20% da água descarregada.
Ocorre igualmente a evaporação do dossel da planta e da superfície do solo molhado pela aspersão. Usualmente, a evaporação das superfícies molhadas causa um decréscimo correspondente na transpiração que ocorreria sem ela. Irrigações freqüentes e pouco intensas tendem a resultar em mais evaporação do que irrigações menos freqüentes porém mais intensas.
O sistema por aspersão necessita de água mais limpa do que a maioria dos sistemas de superfície. Sedimentos e fragmentos devem retirados da água pois podem danificar o sistema de aspersão e podem obstruir os bocais dos aspersores.
A evaporação da folhagem molhada pode causar danos à planta se a água da irrigação contiver alta concentração de sais dissolvidos. Uvas, citros e a maior parte das árvores do cultivar são sensíveis à relativamente baixa concentração de sódio e cloreto. Algumas frutas, como maçãs e cerejas, podem ser danificadas pelo depósito de sal sobre o fruto. Nos locais em que esses problemas potenciais existem, somente aspersores colocados embaixo das árvores são convenientes. O aumento da umidade e o decréscimo da temperatura do ar dentro do dossel causados pelos sistemas de aspersão podem aumentar a incidência de doenças em alguns cultivares.
MICROIRRIGAÇÃO OU IRRIGAÇÃO LOCALIZADA

O termo "microirrigação" aplica-se a vários sistemas de baixa pressão, incluindo-se neles o gotejamento, subsuperfície, de exsudação e irrigação por mini-pulverização (nebulização). Sistemas de microirrigação aplicam água com alta freqüência e à baixas taxas sobre ou sob a superfície do solo. A água é aplicada na forma de gotas ou através de mini-aspersores; através de emissores colocados a espaços pequenos e ligados aos condutos de fornecimento de água, ou ainda através de nebulizadores.
irrigação por gotejamento (drip) é o sistema de microirrigação mais comum. Ele é mais adequado para plantações mais espaçadas (árvores ou parreiras) ou cultivares de alto valor. Os emissores desse sistema servem para duas funções principais:
 Eles dissipam a pressão de água no sistema de distribuição por meio de orifícios, vórtex ou linhas de fluxo longo;
 Eles descarregam um fluxo limitado e quase constante, mesmo que situados em posição de alta (ou baixa) pressão. Neste caso, são os emissores autocompensáveis.
Considerando que cada emissor é um ponto de molhamento, o volume de solo irrigado por cada emissor é influenciado pelo movimento horizontal e vertical da água através do solo. O projeto do sistema deva levar em consideração o volume do solo que pode ser molhado, a taxa de aplicação e o volume necessário para repor a água utilizada pela planta, o padrão radicular da planta, a infiltração e a capacidade de retenção do solo.
Quando a tubulação e os emissores são colocados abaixo da superfície do solo, o sistema é chamado de "irrigação de subsuperfície". Irrigação de subsuperfície não é o mesmo que "subirrigação". Nesta a zona radicular é irrigada através do controle do nível do lençol freático.
Freqüentemente, exigem-se projeto, administração e manutenção mais acurados para os sistemas de gotejamento do que para outros métodos de irrigação.
Os microaspersores aplicam água como se fossem um pequeno borrifo ou névoa. São usados principalmente para pomares e plantações de citros. O sistema de liberação de água é semelhante àquele usados nos sistemas de gotejamento, ou seja, não se molha toda a superfície do solo.
Os sistemas de microaspersão são adaptáveis para a maioria dos cultivares. Mas, devido ao seu custo inicial relativamente alto, eles são usados principalmente onde:
 a água é escassa ou cara;
 os solos são arenosos, rochosos ou difíceis de serem nivelados;
 cultivares de alto custo que necessitem de um alto grau de controle da água do solo são produzidos.
Os sistemas de microaspersão apresentam várias vantagens potenciais sobre outros sistemas:
 a água é aplicada a taxas baixas, acentuando a penetração da água em solos problemáticos;
 pequenas áreas são molhadas, reduzindo a evaporação da água do solo;
 menos água é necessária ao sistema de microaspersão quando as árvores ou outras plantas de grande espaçamento são jovens (menos do que nos métodos de superfície ou por aspersão);
 reduz o crescimento de ervas daninhas nas partes do solo que não são molhadas;
 aplicações de água pouco intensas e freqüentes podem manter a água do solo dentro de uma pequena escala de oscilação que pode acentuar o crescimento e lucros de alguns cultivares;
 aplicações diárias ou freqüentes de água mantém uma reduzida concentração de sal na água do solo, uma vez que os sais movimentam-se para as bordas exteriores da área molhada, possibilitando o uso de água salina em escala maior do que é possível com outros métodos.
Todos os sistemas apresentam algumas desvantagens, mas os métodos de irrigação localizada (micro-irrigação) apresentam algumas desvantagens peculiares e potenciais: o entupimento do emissor é o mais sério e ele afeta a taxa e a uniformidade da aplicação da água, aumenta os custos de manutenção e resulta em redução do rendimento da colheita se não for detectado e corrigido. Algumas medidas preventivas incluem filtragem da água e seu tratamento químico, limpeza periódica das canalizações e inspeção de campo.
Outros problemas potenciais dizem respeito ao acúmulo de sal perto das plantas, limitação na distribuição de água do solo e no desenvolvimento das raízes das plantas e altos custos.

Tipos de híbridos


Híbrido Simples - obtido pelo cruzamento de duas linhagens endogâmicas. Em geral, é mais produtivo que os demais tipos de híbridos, apresentando grande uniformidade de plantas e espigas. A semente tem maior custo de produção, porque é produzida a partir de linhagens, que, por serem endógamas, apresentam menor produção.

Híbrido Simples Modificado - neste caso, é utilizado como progenitor feminino um híbrido entre duas progênies afins da mesma linhagem e, como progenitor masculino, uma outra linhagem.

Híbrido Triplo - é obtido do cruzamento de um híbrido simples com uma terceira linhagem.

Híbrido Triplo Modificado - O híbrido triplo pode também ser obtido sob forma de híbrido modificado, em que a terceira linhagem é substituída por um híbrido formado por duas progênies afins de uma mesma linhagem. Para esta safra está listado apenas um híbrido triplo modificado no mercado

Híbrido duplo - obtido pelo cruzamento de dois híbridos simples, envolvendo, portanto, quatro linhagens 
endogâmicas. É o tipo de híbrido mais utilizado no Brasil.


Referencia:

Embrapa Milho e Sorgo - Cultivares para 2003-Pesquisado dia 07 de março de 2011. Disponivel  em:  http://www.cnpms.embrapa.br/cultivares/

PRAGAS E DOENÇAS NO FEIJOEIRO


INSTITUTO FEDERAL MINAS GERAIS-CAMPUS SÃO JOAO EVANGELISTA
MINISTERIO DA EDUCAÇAO E CULTURA-MEC
CURSO TECNICO EM AGROPECUÁRIA

CULTURAS ANUAIS

PRAGAS E DOENÇAS NO FEIJOEIRO

Alunos: Diego Ferreira; Leandro rosa; Rayane Alves; Sandro Lucio
São João Evangelista Novembro-2010

O que são pragas?

Designa-se como praga o surto de determinadas espécies nocivas ao desenvolvimento agrícola, perturbando os ecossistemas.
O que são doenças?

Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos, ou seja, distúrbio causado por microorganismos (fungos, bactérias, vírus) e nematóides que interferem no desenvolvimento e produção das plantas.

Passos para a realização do manejo integrado de pregas do feijoeiro:

1)Identificar os danos, as pragas e seus inimigos naturais.
2)Amostrar as pragas e os inimigos naturais.
3)Tomada da decisão
4)Escolha Do produto a ser usado.

Medidas Usadas para controlar:

Estratégias de manejo Integrado.
Obtenção de culturas,
Plantio direto e coberturas mortas,
Tratos culturais,
Uso de sementes sadias,
Controle químico,
Cultivares resistentes,

Principais Pragas do feijoeiro.

Broca do caule; lagarta rosca; lesma; vaquinhas; lagarta-enroladeira; mosca minadora; cigarrinha verde; mosca-branca; Ácaro-branco; lagarta das vagens; Percevejos; carunchos.
Praga que atacam as Plântulas
Broca do caule, Lagarta-rosca, Lesma.

Broca do Caule

A lagarta tem cerca de 15 mm de comprimento apresenta coloração verde-azulado, com estrias marrons dispostas longitudinalmente. Os adultos possuem de 15 a 25 mm de envergadura, sendo os machos pardo-amarelados e as fêmeas pardo-escuras ou cinzas.
Inicialmente, as lagartas alimentam-se das folhas, descem ao solo e perfuram o colo e abrem uma galeria no interior do caule até a sua parte superior.
Os danos são ocasionados pelas lagartas que penetram no caule, abaixo da superfície do solo, causando o secamento e, em conseqüência, a morte da planta.
O controle pode ser realizado por meio da eliminação ou incorporação de restos culturais.

Lagarta-rosca

A lagarta-rosca habita o solo e durante a noite, atua causando perfurações ou cortes transversais no caule dos feijoeiros, provocando redução do estande. O controle pode ser realizado pela eliminação de restos culturais e pela preparação adequada do solo. No caso de grandes infestações recomenda-se o controle químico.

Lesma

A lesma tem constituído em uma praga importante no feijoeiro, principalmente em áreas de plantio direto. A lesma e um molusco de corpo achatado, coloração parda, úmida e quando adulta, mede de 5 a 7 Cm. Para seu desenvolvimento a lesma necessita de alta umidade e, por isso, em período seco elas são inativas.A lesma começa seu ataque nas bordas próximas da área úmidas e, posteriormente, progride para o interior da lavoura.As lemas jovens consomem totalmente as folhas, com exceção das nervuras, pode causar reduções da ordem de 20%nas plantas e de 16% nos rendimentos.

Pragas que atacam as folhas

Vaquinhas, Lagarta-enroladeira, mosca minadora, cigarrinha verde, mosca branca, Àcaro branco.

Vaquinha

O termo "vaquinha" é utilizado para denominar os pequenos besouros coloridos que se alimentam ("pastam") das folhas das culturas. As vaquinhas adultas alimentam-se dos tecidos vegetais, danificando folhas flores, vagens e transmitindo doenças, principalmente viroses. No estádio de larva, atacam o sistema radicular, reduzindo a capacidade da planta em absorver água e nutrientes e propiciando a penetração de fungos de solo, sobretudo do gênero Fusarium. Também atacam as sementes durante a germinação destruindo as plântulas. O controle das vaquinhas adultas deve ser realizado nas etapas iniciais de desenvolvimento da cultura até o florescimento, quando forem observados mais de dois insetos por planta. O controle pode ser realizado com inseticidas a base de Carbaril, Acephate, Metamidophos e Fenitrothion.

Cigarrinha

As cigarrinhas sugam a seiva da planta e enquanto se alimentam há ocorre à injeção de substâncias tóxicas que provocam, posteriormente, o encarquilhamento das folhas e cloroses, retardam o crescimento, causando nanismo e diminuindo a produtividade. O inseto adulto mede cerca de 3,0 mm e apresentam coloração esverdeada.

Lagarta enroladeira

A lagarta enroladeira pode causar prejuízo ao feijoeiro esporadicamente, quando em altas populações.Possui o habito de enrolar em uma folha ou de juntar duas folhas próximas, unindo-as em fios de seda e criando um abrigo no interior do qual passa a fase larval.A lagarta e verde escura, podendo medir, ao final do ciclo, de 12-15 mm. A pipa, de cor marrom, permanece no interior do abrigo construído pela lagarta.

Mosca Minadora

No feijoeiro a ocorrência da mosca-minadora tem sido constatada no inicio do desenvolvimento da cultura, principalmente no plantio de inverno. Os adultos medem 1,0 mm de comprimento, sendo o corpo de coloração preta, com duas pontuações amarelas no dorso.Os danos causados pelo inseto na lavoura são decorrentes das galerias que formam nas folhas, provocadas pelas larvas quando se alimentam e o ataque concentra nas folhas mais velhas do feijoeiro, por isso e importante o uso de inseticidas.

Mosca Branca

Os insetos medem cerca de 1,0 mm, com dois pares de asas membranosas, cobertas por partículas cerosas, localizam principalmente na face interior das folhas onde efetuam a postura. Os danos são diretos da mosca-branca no feijoeiro as o insignificante.Os maiores danos estão associados à transmissão do vírus do Mosaico-dourado.

Ácaro-branco

A infestação inicial se da em reboleiras e os sintomas de ataque são visíveis nas folhas do feijoeiro, as quais tendem a se enrolar para cima.Com base na biologia da praga, cujo ciclo de vida e curto, recomenda-se que o uso de pulverizações no combate a praga não ultrapasse quatro dias.

Pragas que atacam as vagens.

Percevejos, Lagarta das vagens, Carunchos.

Percevejo

Os percevejos atacam as vagens reduzindo a produtividade e afetando a qualidade de grãos. As principais espécies que causam danos ao feijoeiro são dos gêneros Nezara, Piezodorus e Megalotomus. O controle pode ser realizado com inseticidas a base de Fenitrothion, Metamidophos, Triclorfom e Clorpiriphos etil.

Lagarta das vagens

Inicialmente, as lagartas se alimentam das flores e dos brotos, depois, perfuram as vagens, onde passam a habitar se alimentando das sementes imaturas. Os adultos têm cerca de 23 mm de envergadura, apresentam coloração marrom-clara, com manchas nas asas anteriores. A postura é realizada nas gemas e vagens, sendo que cada fêmea é capaz de colocar cerca de 150 ovos. As lagartas apresentam coloração pardacenta e possuem quatro manchas negras em cada segmento.

Caruncho

Os machos adultos apresentam coloração parda. As fêmeas são maiores e apresenta asas de cor escura com quatro manchas de cor creme. Põem, em média, 22 ovos e vivem cerca de 11 dias. Os ovos são colocados sobre o tegumento da semente, que é perfurada pelas larvas, que levam cerca de 14 dias para completarem o seu desenvolvimento. O controle é feito realizando o expurgo da semente, que consiste na aplicação de inseticidas gasosos, como a fosfina. Os carunchos alteram o peso do produto e o poder germinativo das sementes, alem da depreciação do valor comercial devido à presença dos insetos mortos, ovos e excrementos e orifícios nos grãos.

Principais Doenças no Feijoeiro.

Antracnose, Mancha angular, Ferrugem, Mancha de Alternaria, O carvão, Mofo branco, Oídio, Crestamento Bacteriano Comum, Mosaico dourado, Mosaico comum, e a Mela.

Antracnose

É uma doença considerada de maior importância na cultura do feijoeiro e está distribuída em todas as regiões produtoras. Ocorre com maior severidade no sul do país, onde as condições climáticas são mais favoráveis. Provoca queda na produtividade, prejudica também a qualidade do produto causando alterações, deformação, enrugamento e manchas nos grãos.A doença é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum sendo a sua fase perfeita o fungo Glomerella cingulata f. sp. Phaseoli. As condições ambientais ótimas para o desenvolvimento do fungo causador da antracnose são temperaturas amenas (14 oC a 20 oC) e alta umidade relativa. O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença. As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando-se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes. Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondada ou ovulada, e deprimidas em relação à superfície do órgão Com o progresso da doença as vagens podem murchar e secar. A semente infectada pode apresentar lesões levemente deprimidas, de cor marrom, bordos escuros, facilmente observados nas sementes de tegumento claros. Nas sementes de tegumento preto, as lesões são deprimidas, com bordos avermelhados.

Mancha-angular

Este doença ocorre com maior intensidade na safra da seca. É considerada uma das mais preocupantes doenças do feijoeiro, podendo causar perdas de até 70%, caso ocorra precocemente. É favorecida por temperaturas amenas e ocorrência de orvalho. A doença é causada pelo fungo Phaeoisariopsis griseola, o qual produz conídios durante períodos prolongados de alta umidade. É favorecida por temperatura entre 18-25oC associada com períodos de alta umidade. Ocorre com maior freqüência durante o estádio de formação e maturação de vagens. Os conídios podem ser disseminados em grandes distâncias por correntes aéreas, respingos de chuvas e partículas de solo contaminadas. Podem sobreviver em sementes e restos de cultura.Os sintomas desta doença podem ser observados no caule, folhas e vagens. Nas folhas verdadeiras, as lesões são angulares, delimitadas pelas nervuras de coloração pardo-acinzentada, visível na face inferior da folha. Nas hastes, as lesões podem ser alongadas e de cor castanho-escuro, sendo que nas vagens as lesões são quase circulares, de coloração castanho-avermelhado, com os bordos escuros. As vagens atacadas podem produzir sementes mal desenvolvidas ou totalmente enrugadas. A doença é transmitida pela semente.Rotação de culturas, época adequada de plantio, uso de sementes sadias, variedades resistentes e tratamento químico (Mancozeb, Maneb).

FERRUGEM

É uma doença de ampla distribuição sendo mais comum em regiões tropicais úmidas e subtropicais. Ocorre em todas as regiões produtoras de feijão e em condições favoráveis pode causar prejuízos de até 46%. A doença pode causar danos tanto mais severos quanto mais cedo ocorrer no ciclo da cultura.
Causada por Fungo.As condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença são temperatura, entre 17 e 27oC e alta umidade (acima de 90%), intercalada por períodos de baixa precipitação e grande quantidade de orvalho.São disseminados pelo homem, implementos, animais, insetos e principalmente pelo vento. Pode sobreviver entre as estações de cultivo, iniciando nova epidemia quando as condições forem favoráveis. Manifesta-se principalmente nas folhas do feijoeiro, sendo as hastes e as vagens pouco atingidas. Ocorre com intensidade variável, provocando desfolha prematura nas lavouras severamente atacadas. Os sintomas característicos da doença se manifestam nas folhas como pequenos pontos cloróticos, evoluindo para pústulas salientes de cor esbranquiçada ou amarelada, que aparecem preferencialmente na face inferior das folhas. Em poucos dias, surgem pequenas pústulas de cor ferrugem em ambas as superfícies das folhas, quase sempre rodeadas por um halo amarelo. Folhas severamente atacadas tornam-se amarelas, secam e caem.Uso de cultivares resistentes, rotação de cultura, épocas adequadas de plantio, eliminação dos restos culturais e tratamento químico (Mancozeb, Oxycarboxin).

Mancha de alternaria

A mancha de alternaria e também conhecida como mancha-parda.Temperaturas mais amenas favorecem a ocorrência da doença.Causada por fungo.A planta apresenta manchas pequenas e irregulares pardo-avermelhadas, com bordas mais escuras e bem definidas, evoluem para manchas maiores, circulares, apresentando anéis concêntricos.Temperatura entre 16-20 c e alta umidade favorece o desenvolvimento da doença.Medidas de controle incluem a utilização de semente sadia e tratada, a rotação de culturas, o plantio de variedades resistentes e o controle químico.

O carvão

O carvão e causado por fungo, que são favorecidas por temperaturas relativamente entre 28-33 c e alta umidade relativa.Inicialmente são observado manchas pequenas na base do caule, próximo do colo da planta.Depois toda a região basal da planta torna-se negra.Devem ser empregadas sementes sadias e tratadas.Plantios de feijão em sucessão a milho devem ser evitados. Ao fazer o esquema de rotação, deve-se incluir outras espécies, especialmente em áreas com histórico da doença.

Mofo-branco

Ocorre principalmente em regiões de clima frio e úmido. Possui ampla faixa de hospedeiros e pode sobreviver por vários anos no solo. É considerado por muitos produtores o pior vilão do feijão irrigado, responsável por prejuízos significativos nas regiões produtoras de sementes. Causada por Fungo. A doença geralmente inicia-se em reboleiras na lavoura, principalmente nos locais de alta densidade e acamamento de plantas.A folhagem murcha e são formados dentro do tecido infectado e sobre ele corpos duros e negros, de formato irregular, que são visíveis a olho nu.O controle e feito através da rotação de culturas, uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e pulverização com fungicidas (Tiofanato metílico + Chlorothalonil).

Oídio

Ocorre com maior intensidade em condições de seca e de temperaturas moderadas, podendo causar sérios danos à cultura se ocorrer antes do florescimento e acarretar perdas de produtividade entre 17 e 69%. Causada por Fungo.Os sintomas se manifestam nas folhas, hastes e vagens. Os primeiros sintomas são manchas verde-escuras na parte superior das folhas que logo se tornam pulverulentas e brancas, podendo tomar toda a superfície foliar.As vagens afetadas também apresentam crescimento pulverulento e, dependendo da intensidade do ataque, pode causar deformações e queda de vagens.O controle e feito através de uso de cultivares resistentes, época adequada de plantio e tratamento químico (Chlorothalonil, Tiofanato metílico + Chlorothalonil).

Crestamento Bacteriano Comum

Essa doença é causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli (Smith) e tem sido freqüentemente observada em lavouras de feijão comum no Estado de Rondônia, onde é favorecida pela pelas altas temperaturas e umidade. A doença ataca toda a parte aérea, mas os sintomas são observados principalmente nas folhas e caracterizam-se pela ocorrência de lesões secas e quebradiças rodeadas por um notável halo amarelo. O controle e feito através de uso de variedades resistentes, sementes sadias, rotação de culturas, tratamento de sementes com antibióticos e eliminação de restos culturais.

Mosaico-Dourado

O vírus do mosaico dourado do feijoeiro é transmitido pela mosca branca, Bemisia tabaci, e é um problema sério em vários Estados do país, principalmente São Paulo e Paraná, onde podem causar perdas acima de 80% na produção quando a infecção ocorre até 30 dias após a emergência. Esta doença ocorre com maior intensidade no feijão "da seca", quando a população da mosca branca, vetora do vírus, é maior.Os sintomas iniciam-se nas folhas mais novas com um salpicamento amarelo vivo, tomando posteriormente todo o limbo foliar ou todo mosaico a planta, delimitada pela coloração verde das nervuras, dando um aspecto de U, O controle e feito através de cultivares resistentes, época adequada de plantio e aplicação de inseticidas para eliminação da mosca branca.

Mosaico-comum

O mosaico comum do feijoeiro é uma doença amplamente disseminada em todas as regiões produtoras desta leguminosa, e as perdas na produção dependem da cultivar, da estirpe do vírus e da idade da planta no momento da infecção. Os sintomas mais comuns são os em forma de mosaico, manifestando-se em cultivares infectadas um mosaico composto por áreas verde-claro intercaladas por áreas verdes normais e na maioria das vezes apresentando rugosidade e enrolamento das folhas. Estas folhas freqüentemente são menores que as folhas sadias. O controle e feito através de Uso de cultivares resistentes, de sementes sadias e controle do inseto vetor através de aplicações de inseticidas fosforados.

Mela

Muito importante doença do feijoeiro com perdas elevadas e em alguns casos perdas totais.Os tecidos infectados apresentam inicialmente, lesões encharcadas que se espalham rapidamente para a haste e ramos. Posteriormente, nos tecidos infectados, uma eflorescência formada por micélio cotonoso, constituindo os sinais característicos da doença O controle e feito através de uso de sementes sadias, práticas culturais e controle químico.

Doenças causadas por nematóides.

Nematóides-das-galhas, Nematóides-das-lesões.

Nematóides-das-galhas

São endoparasitos obrigatórios e possuem centenas de hospedeiros, incluindo espécies cultivadas e plantas daninhas.As plantas infectadas apresentam amarelecimento e crescimento reduzido, com sistema radicular malformado, com engrossamento e encurtamento de raízes e menor eficiência para absorver água e nutrientes. Não e viável o uso de nematicidas, Recomenda-se uso de rotação de culturas, com gramíneas como pratica visando à redução da densidade populacional dos nematóides.

Nematóides-das-lesões.

Causam danos não consideráveis, São endoparasitos migratórios capazes de infectar diversas culturas importantes como o milho e soja e batata. Medidas de controle incluem a rotação de culturas, especialmente com amendoim e plantas antagonistas, controle de plantas daninhas hospedeiras e revolvimentos periódicos do solo.


Referencia bibliográfica


Revista: Informe Agropecuário. Titulo: Feijão de Alta Produtividade. Editora: EPAMIG-2004. Paginas: 99-136. Livro: Feijão. Edição: 2ª. Editores: Clibas Vieira. Trazilbo Jose de Paula Junior, Aluízio Borem. Editora: UFV 2006. Paginas:341-414.

Deslocamento de Equilíbrio



Deslocamento de equilíbrio é quando um sistema que esta em equilíbrio sofre uma perturbação externa. Estas podem ser variação de temperatura, variação de pressão e variação de concentração.
Na variação de temperatura, toda e qualquer reação sofre mudanças na velocidade, se aumentar a temperatura irá aumentar a velocidade e a reação será endotérmica (direita), se diminuirmos irá diminuir a velocidade e a reação será exotérmica (esquerda). Portanto a mudança de temperatura favorece mais as reações endotérmicas.
Na variação de pressão, só acontece com gases. Quando ocorre um aumento de pressão aumenta-se a velocidade da reação e uma contração do seu volume, deslocando seu equilíbrio para a direita. Quando ocorre uma diminuição da pressão diminui-se a velocidade da reação e um aumento de seu volume, deslocando seu equilíbrio para a esquerda.
Na variação de concentração, é dada quando a uma mudança na sua concentração, se aumentarmos a concentração o seu equilíbrio será deslocado para a direita, se diminuirmos sua concentração o seu equilíbrio será deslocado para a esquerda.
Estes estudos são baseados na teoria criada por Le Chatelier.

Sócrates


N
ascido em Atenas por volta de 469 a.C. Teve uma vida de comum de qualquer ateniense adolescente da época, assim aprendendo música, ginástica e gramática. Por ser de uma época com grande incidência de guerras Sócrates também teve participação desta, como na guerra de Espartas (432 a.C.) e Tebas (424 a.C.). Com a implantação de um sistema democrata*, Atenas foi um dos primeiros lugares a se instalar este sistema. Ele começou a ter maior contato com intelectuais, artistas, aristocratas*, e políticos. Após boatos de um amigo, Sócrates se convenceu de sua missão de mestre. Seu amigo Querofonte, após ter visitado o templo Apolo, em Delfos, ouviu do oráculo* que Sócrates era “o mais sábio dos homens.” E com esta descoberta, ele passou a dialogar com as pessoas que gostariam descobrir a verdade e o bem. Com a guerra civil e a queda de Atenas, ele foi acusado de desrespeitar os Deuses e de corromper os jovens, assim sendo julgado, e condenado a morte por envenenamento. Ele se recusou a fugir, assim ingerindo a cicuta* e morreu rodea por seus amigos, em 399 a.C.
Sócrates não acreditava na escrita e por isso não há obras registradas sobre ele, ele acreditava que suas perguntas e respostas, assim como um meio de atingir a verdade, o bem e a justiça.
As únicas obras existentes sobre ele foi seu discípulo quem escreveu que era Platão, que o acompanhou desde seus 20 anos. Estas obras foram: Apologia de SócratesFedón e Critón, Simpósio, MemoráveisRecordações Socráticas, estas são algumas das obras escritas por ele. Nestas obras de Platão são bem retratadas as ideias de Sócrates, como no amor, ele acreditava que a ideia mais propícia para isto foi formada por sacerdotisa Diotima de Mantinea, que buscou seus conhecimentos através da geologia do amor. Ele acreditava que na política o melhor governador seria um filósofo, pois somente eles seriam capazes de entender. Ele também acreditava que a felicidade esta no próprio conhecimento, e não na busca por coisas materiais, assim tornando o conhecimento a coisa mais importante para uma pessoa. Outro filósofo a escrever sobre ele foi Aristóteles, apesar de não ter vivido em sua época.
Sócrates acabou se tornando um grande filósofo por possuir grande sabedoria e a renega-la, ele dizia que a sabedoria era limitada a sua própria ignorância, por isto a origem de uma de suas frases mais famosas, "Só sei que nada sei" e outra que demonstra bem a sua opinião, que é “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.

(*)=Significado das palavras marcadas acima, no texto.
*DEMOCRATA.:  Para indicar modo de ser e de pensar.
*ARISTOCRATA.: Direcionado a Aristóteles.
*ORACULO.: Ser supremo, muito sábio.
*CICUTA.: Veneno que mata aos poucos.