Estado Liberal

·         Origem do estado Liberal:
O Estado Liberal surge no século XVIII e constitui o primeiro regime jurídico político da sociedade que foi materializado com normas de relações econômicas e sociais colocando de um lado os capitalistas (Burgueses em ascensão) e de outro lado a realeza representada pelo monarca e a nobreza representada pelos senhores feudais em decadência.


·         Características do Estado Liberal:

1-      Não Intervenção do Estado na Economia: permitia à ideia deque a economia fosse livre, sem a efetiva intervenção do Estado.

2-      Vigência do Princípio da Igualdade Formal: todos são iguais perante a lei sem distinção de raça, cor, sexo, etc. Com base nessa característica ficou estabelecido que todas as classes sociais seriam tratadas uniformemente buscando a submissão de todos perante a lei, afastando-se com isso o risco de qualquer discriminação. Essa igualdade formal fazia com que todos fossem tratados de forma igualitária, evitando o tratamento diferenciado que era dado aos nobres e monarca. A intenção era para que não houvesse essa discriminação.

3-      Supremacia da Constituição Como Norma Limitadora do Poder Governamental: com a Revolução Francesa se idealizou e foi criado um único ordenamento jurídico onde ficou estabelecido regras acerca da igualdade formal e das demais garantias defendidas pelos revolucionários surgindo daí o conceito de Estado de Direito e a figura da Constituição que passava a limitar o poder dos governantes contendo com isso seus arbítrios. Foi estabelecida como uma norma escrita, advindo daí a primeira norma que regia a vida do cidadão.

4-      Adoção da Teoria da Divisão dos Poderes (defendida por Montesquieu): A teoria de Montesquieu defende a divisão dos poderes do estado em três órgãos autônomos e independentes. Um encarregado      de elaborar as leis (Poder Legislativo), outro de administrar o estado (Poder Executivo) e outro encarregado de julgar conflitos (Poder Judiciário).Segundo constam os historiadores, Montesquieu fazia parte da nobreza, e com a proposta de revolução e consequente enfraquecimento dos Senhores Feudais, diante da gama de dinheiro dos Burgueses, Montesquieu elaborou essa divisão de poderes e entregou às três classes essa teoria.

5-      Garantia de Direitos Individuais Fundamentais: dentro desta ideia criou-se a figura do Direito Público Subjetivo, isto é, apossibilidade do cidadão sendo titular de direitos ter afaculdade (faculta agendi) de exigi-lo em desfavor do Estado, regulando a atividade política, situação que não era prevista no absolutismo. No Absolutismo, realmente o indivíduo não possuía a faculdade de exigir nada do estado, podem apenascobrar direitos apenas de outro indivíduo. A partir dessa Garantia de Direitos Individuais Fundamentais, o indivíduo passou a ter a faculdade de exigir seus direitos perante o estado. Para Norberto Bobbio, na doutrina liberal “Estado de Direito significa não só subordinação dos poderes públicosque qualquer grau às leis gerais do país, limite que épuramente formal, mas também subordinação das leis aolimite material do reconhecimento de alguns direitosfundamentais considerados constitucionalmente e, portanto, em linha de princípio inviolável” A posição do Estado no sistema liberal era de postura negativa, isto é, uma omissão estatal em não invadir a esferaindividual do nacional que deixou de ser considerado merosúdito elevando-se à condição de cidadão detentor de direitostutelados pelo estado inclusive contra os próprios agentesestatais. A única coisa que o estado se propunha fazer era não se intrometer na vida do indivíduo, garantindo assim o interesse dos burgueses na revolução francesa. O Estado Liberal tambémpreviu os chamados Direitos Subjetivos Processuais visandoefetivamente assegurar os direitos materiais.


·         Ideias:

a)       Soberania Nacional: exercida através de um sistema representativo de governo.
b)      Regime Constitucional: limitar o poder de mando e assegurar a supremacia da lei
c)       Divisão de Poderes: Tripartição de Poderes, limitação recíproca entre os poderes.
d)      Separação Nítida entre Direito Público e Privado: limitava o que é do Estado e do Particular.
e)      Neutralidade em Matéria de Fé Religiosa: não havia preponderância de qualquer influência religiosa garantindo a liberdade até mesmo da fé.
f)        Liberal: ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo se não em virtude da lei.
g)       Igualdade Jurídica: defendia que não haveria distinção jurídica em classes, raças, sexo, cor, et.
h)      Igualdade de Oportunidades: todos tinham direito de enriquecer e obter cargos públicos.
i)        Não Intervenção do Poder Público na Economia Particular: o poder Público não interveem na economia particular.

·         Problemas das Ideias Liberais:

O problema dessas ideias é que elas são muito utópicas. A partir da implantação dessas ideias o capitalismo ascendeu como nunca, chegando os burgueses ao poder. Assim foi-se agravando a situação do trabalhador e criou-se o homem escravizado com direitos. O trabalhador se sujeita à lei da procura e oferta, se submetendo a jornadas de trabalho extensas e por salários irrisórios. O operário se vê compelido a trabalhar pelo mínimo necessário, a esposa vendo isso também foi trabalhar para ajudar em casa e em muitos casos até mesmo as crianças trabalhavam para manutenção de suas casas. O estado simplesmente se apresentava como “juiz” objetivando apenas os ideais do Estado Liberal observando se ninguém estava burlando algumas dessas ideias. Havia revoluções e lutas de classes onde se iniciou um processo para buscar a solução do decaimento do estado liberal.

LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO SHELL SCRIPT (SH, CSH, KSH, BASH)

Histórico e Criação
Shell Script foi criada quando Dennis Ritchie e Ken Thompson buscavam algo que oferecesse características melhores do que os intérpretes de comando usados para interagir com o UNIX [INS]. Surge então o Shell criado por S.R. Bourne, conhecido como sh. (Sorgetz. L e Pretto. R-Shell Script).                       
Desde a criação do shell de Bourne, outros shells foram desenvolvidos, como o C. Shell (csh) e o Korn Shell (ksh). A Free Software Foundation começou a trabalhar na linguagem do shell de Bourne, pois continha algumas características populares de outros shells disponíveis [INS]. O resultado deste trabalho o bash, de Bourne - Again shell. (Sorgetz. L e Pretto. R-Shell Script).
Shell Script é uma maneira de automatizar a execução de uma série de comandos dentro de um arquivo texto, podendo ser executado sempre que necessário. Por se tratar de um script é uma linguagem interpretada, não compilada. (Jungthon. G. e Goulart. C. M. - Artigo sobre Shell Script).
Esses comandos podem ser simples (como um ls ou cd), ou estruturas de repetição e decisão (como if, for, while), ou qualquer outro comando digitado no shell. Os shells ou interpretadores existem vários, ksh, csh, zsh, sh, bash. O Bash é o shell mais famoso do Linux, porque oferece muitos recursos, é uma camada que liga o usuário ao sistema operacional. O sh é o primeiro shell, o bash é compatível com o sh e possuiu algumas funcionalidades do csh e do ksh. (Jungthon. G. e Goulart. C. M. - Artigo sobre Shell Script).

Versões
Segundo Jungthon. G. e Goulart. C. M. - Artigo sobre Shell Script. Estas são as versões existentes:
Ø  Bourne Shell: Este é o shell padrão no UNIX e sua representação no UNIX é sh;
Ø  Bourne-Again Shell: Este é o shell padrão no GNU/Linux - o bash;
Ø  Korn Shell: Este é o shell atualizado do Bourne Shell. Todos os comandos do Bourne Shell são reconhecidos, incluindo algumas instruções por David Korn, da Bell Labs , empresa AT&T – é o ksh;
Ø  C Shell: Este shell é o mais utilizado em ambientes Berkeley (BSD) e em XENIX. Sua estrutura de linguagem é semelhante com a linguagem C. Sua representação nos ambientes BSD e XENIX é csh.

Características e Tipos de Dados

Tendo as características de uma linguagem de programação, o Shell é uma ferramenta muito poderosa para desenvolver Scripts e programinhas rápidos, para automatizar tarefas do dia-a-dia. Podemos escrever programas elaborados em Shell Script, substituindo aplicativos que, em uma linguagem mais elaborada demorariam muito mais tempo para ser escritos. Seus scripts podem possuir interfaces simples de modo texto, ou possuir interface gráfica elaborada escrita usando o kommander e funções do kdialog. Para quem está acostumado com o MSDOS, o Shell é como um Batch (dos arquivos .BAT). Além de servir para fazer pequenos scripts o Shell é completo o suficiente para fazer grandes programas. (Jonis Nogueira dos Santos, José Adelar Souza da Silva - LINGUAGEM SHELL SCRIPT).

Entre as características do Shell é que nele pode ser feito Interfaces Interativas com o usuário, programas de cálculos, CGI, instaladores de software, manipulação de banco de dados, rotinas de backup etc... Uma das vantagens dos Shell Scripts é que eles não precisam ser compilados, para dar a um arquivo uma definição de "Shell script" temos que incluir uma linha no começo do arquivo (#!/bin/bash) e torná-lo "executável", utilizando o comando chmod. Alguns comandos do Shell : IF, FOR e WHILE. (Jonis Nogueira dos Santos, José Adelar Souza da Silva - LINGUAGEM SHELL SCRIPT).



Referencias Bibliográfica

Sorgetz. L e Pretto. R-Shell Script. Disponível em <https://fit.faccat.br/~sorgetz/ArtigoShellScript.pdf > Acesso em 11 de setembro de 2014.
Jonis Nogueira dos Santos, José Adelar Souza da Silva - LINGUAGEM SHELL SCRIPT. Disponível em <https://fit.faccat.br/~jonis/shellscript.pdf> Acesso em 11 de setembro de 2014.

Proclamação da Republica

    O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

     Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma fortehttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agroexportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as consequências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas ideias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

2 Texto
O Brasil substitui a monarquia pela república na noite de 15 de novembro de 1889. Então, foi formado um governo provisório para dirigir o país. Este governo era formado pelos cafeicultores, profissionais liberais e militares. A figura mais importante deste episódio foi marechal Deodoro da Fonseca, que deixou de ser monarquista às vésperas do golpe, outros nomes foram marechal Floriano Peixoto, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui BarbosaCampos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk.
Trecho do manifesto do governo provisório republicano:
“O povo, o Exército e a Armanda Nacional (…) acabam de decretar a deposição da dinastia imperial e, consequentemente, a extinção do sistema monárquico representativo”.
Apesar do ‘Manifesto da República’ citar o povo como elemento essencial da mudança, a instituição da república não teve nenhuma característica de revolução nacional, estando as principais metas do governo bem longe dos interesses do povo. A verdadeira função era defender a ordem pública e assegurar os direitos de brasileiros e estrangeiros que tinham propriedade. Com suas primeiras decisões, o governo logo se revelou conservador.


Decisões do governo provisório
  • Federalismo: Províncias brasileiras tornaram-se estados-membros da federação, ganhando maior autonomia administrativa. A sede do governo federal ficou situada no Rio de Janeiro e se tornou capital da república.
  • Substituição dos símbolos monárquicos: Foi criada uma nova bandeira do Brasil com o lema: Ordem e Progresso.
  • Extinção do regime padroado, a religião católica deixa de ser a oficial e criam-se o registro civil de nascimento e o casamento civil.
  • Lei da grande naturalização é promulgada, declarando cidadãos brasileiros os estrangeiros residentes no Brasil.
Antecedentes
Muitos fatores contribuíram diretamente para a Proclamação da República, dentre eles destacam-se:
Escravos no exército
Os negros formaram a maioria dos batalhões brasileiros na Guerra do Paraguai. Com medo de morrer, os aristocratas tinham o direito de enviar escravos para o campo de batalha em seu lugar. Isso aumentou o número de soldados e o governo oferecia liberdade aos negros que fossem à guerra. Isso gerou uma aproximação dos generais aos escravos, gerando uma simpatia pelo abolicionismo e afastando o Exército do sistema monárquico.
A Questão Militar
Os coronéis Sena Madureira e Cunha Matos, respectivamente do Piauí e do Rio Grande do Sul atacaram Alfredo Chaves, ministro da Guerra. Isso deu início a uma série de desentendimentos com o governo, episódio conhecido como Questão Militar.
Visconde de Ouro Preto
Em uma tentativa de enfraquecer o exército nacional, Visconde de Ouro Preto espalhou as tropas do exército pelo imenso território nacional e tentou isolar os comandantes. Deu início à valorização de grupos armados como a Polícia e a Guarda Nacional, além de ter criado a Guarda Negra, formada por antigos escravos; e a Guarda Cívica.
Mas os republicanos começaram a espalhar que o governo iria acabar com as forças armadas, o que suscitou uma revolta nos quartéis. Em uma manhã de novembro de 1889, comandadas por marechal Deodoro, tropas foram à rua em uma tentativa de derrubar o ministério de Ouro Preto. Floriano Peixoto, líder dos soldados da monarquia, afirmou que não poderia lutar contra soldados do Brasil.
Dom Pedro II, ao saber dos acontecimentos pelo telégrafo, retornou apressado para tentar formar um novo ministério. Mas já era tarde demais.
Propaganda republicana

Junto com as revoltas e a agitação abolicionista da década de 1870, o Brasil começava a conhecer também a propaganda republicana. Mas apenas na década de 1880 a idéia de República angariou simpatizantes no país, o que ajudou a acabar com a monarquia.

Voltei :3

Olá pessoal, estive ausente durante um tempo, mas como esta semana irei começar a estudar para um concurso voltarei a postar, mas conteúdos e videos especiais para todos que também irão entrar nesta batalha. Boa sorte a todos e espero que os conteúdos sejam de grande ajuda. :3


Bocha Paraolímpica


Histórico
O jogo de bocha é um dos esportes mais desafiadores e de significativo crescimento em todo o mundo, por ser uma modalidade direcionada a pessoas que apresentam um quadro severo de disfunção motora, proporcionando uma verdadeira condição de inclusão e igualdade de participação com outros alunos sem deficiência.
Existem muitas versões sobrer a origem deste jogo, mas a maior referencia é que seja uma adaptação para quadra fechada do jogo italiano de boliche em grama. Também praticado em outros países, como apenas um passatempo. Introduzido no final do século XVI pela Corte Florentina, aristocracia italiana.
No início era voltado apenas para pessoas com paralisia cerebral. Atualmente pessoas com outras deficiências também podem competir, desde que inseridas em classe especifica e que apresentem o mesmo grau de deficiência similar ao da paralisia cerebral.
No Brasil, o jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995 quando dois atletas, inscritos para o atletismo nos Jogos Pan–americanos de Mar Del Plata, aceitaram participar, de improviso, da competição de bocha visando à aprendizagem para posterior implantação da modalidade. Eles obtiveram o 10 lugar em duas categorias, surpreendentemente. Em junho de 1996, dando prosseguimento ao Programa de Fomento Esportivo, a ANDE lançou o Projeto Boccia para Portadores de Paralisia Cerebral Severa, em Curitiba, quando se fizeram representar cinco Estados: Paraná, com duas entidades; Rio de Janeiro, com cinco entidades e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo com uma entidade cada (Cunha et al., 1999).

Classificação

Jogadores com paralisia cerebral são classificados como CP1 ou CP2, bem como atletas com outras deficiências severas (como distrofia muscular), que também são elegíveis para competir na bocha. Os jogadores podem ser incluídos em quatro classes a depender da classificação funcional:
·         BC1: Tanto para arremessadores CP1 como para jogadores CP2. Atletas podem competir com o auxílio de ajudantes, que devem permanecer fora da área de jogo do atleta. O assistente pode apenas estabilizar ou ajustar a cadeira do jogador e entregar a bola a pedido.
·         BC2: Para todos os arremessadores CP2. Os jogadores não podem receber assistência.
·         BC3: Para jogadores com deficiências muito severas. Os jogadores usam um dispositivo auxiliar e podem ser ajudados por uma pessoa, que deve permanecer na área de jogo do atleta mas deve se manter de costas para os juízes e evitar olhar para o jogo.
·         BC4: Para jogadores com outras deficiências severas, mas que não podem receber auxílio.

O jogo
O jogo de bocha poderá ser disputado nas categorias:
·         Individual BC1;
·         Individual BC2;
·         Individual BC3;
·         Individual BC4;
·         Pares BC3 – Somente jogadores pertencentes à classe BC3;
·         Pares BC4 – Somente jogadores pertencentes à classe BC4;
·         Equipe – Somente jogadores pertencentes às classes BC1 e BC2.

Materiais e Equipamentos
São utilizadas 13 bolas: seis azuis, seis vermelhas e uma branca, confeccionadas com fibra sintética expandida e superfície externa de couro. Seu tamanho é menor que o do bocha convencional e o peso é de 280 gramas. O árbitro utiliza para sinalizar ao jogador, no início de um lançamento ou jogada, um indicador de cor vermelho/azul, similar a uma raquete de tênis de mesa. Para medir a distância das bolas coloridas da bola-alvo é utilizada uma trena ou compasso.
Para atletas que não conseguem dar à bola uma boa propulsão, pode ser utilizada uma calha, rampa ou canaleta, sem freio ou qualquer outro dispositivo mecânico. O jogador deve ter um contato físico direto com a bola imediatamente antes de fazer um lançamento. O contato físico inclui também o ponteiro ou agulha fixado na cabeça por uma faixa ou capacete.

Pontuação
- Todas as bolas mais próximas da bola branca, comparadas as do jogador adversário, serão consideradas ponto.
- Caso uma bola vermelha e uma bola azul estejam na mesma distância da bola branca, ao final da parcial, será creditado um ponto para cada jogador.
- Caso duas bolas azuis e uma vermelha estejam na mesma distância da bola branca, serão creditados dois pontos para a azul e um ponto para a vermelha.
- Em caso de dúvida na medição de distância da bola, o árbitro poderá autorizar o jogador (individual) e capitão (pares e equipes) a entrar no local da jogada para acompanhar a medição.
-Caso haja empate em número de pontos ao final das parciais, será jogada uma parcial de desempate, chamada de tiebreak.
- Será declarado vencedor o lado que tenha o maior número de pontos em sua somatória ao final de todas as parciais, incluindo tiebreak, caso necessário.

Penalidade
- Quando é cometida uma falta ou infração, o árbitro irá conceder duas bolas de penalização para o adversário. Estas bolas serão válidas para pontuação.
- As duas bolas de penalização serão retiradas após o término do jogo. Sempre serão as duas bolas do jogador penalizado que estiverem mais distante e não estão pontuando ou as bolas que foram lançadas para fora.
- Se for necessário retirar bolas que estão pontuando, o árbitro anotará o resultado antes de retirá-las.
- Se houver mais de uma bola que possa ser utilizada como bola de penalização, caberá ao próprio jogador beneficiado escolher qual será usada.
- Faltas cometidas por ambos os jogadores anulam-se umas às outras.
- Se um jogador comete uma falta enquanto está lançando a bola de penalização, esta será retirada e concedida ao jogador oposto.
- Se durante a parcial o jogador cometer mais de uma falta, as bolas de penalização serão concedidas separadamente, ou seja, duas e depois mais duas.
A quadra
A quadra deve ser plana, lisa e regular, de madeira, cimento ou material sintético. Consiste em duas áreas, boxes de jogadores e área de jogo. Suas dimensões totais são de 12,5m de comprimento e seis metros de largura, delimitadas por linhas de quatro centímetros de largura e linhas de marcação internas de dois centímetros de largura. As linhas limítrofes não estão inseridas nas áreas que delimitam.

A zona de lançamento é dividida em seis boxes iguais de 2,5 metros de comprimento e um metro de largura, que são numerados de 1 a 6. Na área de jogo, há uma área delimitada por uma linha “V”, cujas laterais distam três metros da zona de lançamento e do ponto central 1,5 metro. O lançamento da bola mestra (branca) de dentro do boxe de lançamento só será considerado válido quando ultrapassar essa marca (“V”). O ponto central da área de jogo é marcado por um “X”, onde a bola mestra é colocada no início de cada parcial extra ou quando for colocada para fora do campo.



Referencia Bibliográfica

Disponível em: http://www.informacao.srv.br/cpb/pdf/bocha.pdf. Acesso em 8 de outubro de 2012.
Disponível em: http://www.cpb.org.br/modalidades/bocha/. Acesso em 8 de outubro de 2012.