Características gerais dos peixes


Sistema Circulatório

O sistema circulatório dos peixes, com exceção dos dipnóicos, é simples; apenas o sangue não-oxigenado passa pelo coração, sendo depois bombeado para as brânquias, onde é oxigenado e distribuído para o corpo. O coração possui quatro câmaras, mas apenas duas delas, o átrio e o ventrículo correspondem às quatro câmaras dos vertebrados superiores.

Sistema Respiratório

A respiração dos peixes é feita pelas brânquias internas que se desenvolvem a partir de uma série de evaginações da faringe. A água entra pela boca passa pelas fendas branquiais, onde o oxigênio é captado, e sai para o ambiente externo.

Sistema Excretor

O sistema excretor dos peixes, como dos outros vertebrados, regula o conteúdo de água do corpo, mantém o equilíbrio salino adequado e elimina os resíduos nitrogenados resultantes do metabolismo protéico no caso a amônia (NH3). O rim funcional dos peixes é do tipo mesonéfrico, formado por uma série de túbulos renais.
Cada túbulo é enrolado, tanto na porção proximal como na distal, e dirige-se para um ducto coletor longitudinal comum, o ducto arquinéfrico, que se comunica com o meio exterior pela cloaca. A porção proximal de cada túbulo termina na cápsula de Bowman que contém um enovelamento vascular do sistema circulatório, chamado de glomérulo. A cápsula e o glomérulo juntos formam o corpúsculo renal por onde passam a água os sais e produtos de excreção, da corrente sangüínea para fora do corpo.

Sistema Nervoso

No sistema nervoso dos peixes o telencéfalo tem função olfativa. Os hemisférios cerebrais são pouco desenvolvidos e são formados por uma massa ganglionar basal chamada corpo estriado e por uma fina camada epitelial, dorsal, conhecida como palio, o qual nos vertebrados superiores irá formar o cérebro (massa cinzenta). O diencéfalo nos peixes origina o tálamo, o centro de relés para impulsos olfativos e visuais. Do diencéfalo surgem duas estruturas medianas; anteriormente surge o corpo parietal, e na região posterior, o corpo pineal. Nos ciclóstomos existem as duas estruturas, enquanto que na maioria dos peixes ocorre somente o corpo pineal.
O mesencéfalo dos peixes é o centro de coordenação nervosa. Esta estrutura desenvolve a partir da região dorsal dois lobos ópticos. O metencéfalo da origem ao cerebelo, o centro de coordenação muscular, sendo mais desenvolvido nos tubarões, peixes de movimentos muito rápidos. O mielencéfalo forma o bulbo do encéfalo, que, em todos os vertebrados está relacionado com os centros de atividades vitais, como a respiração, batimento cardíaco e metabolismo. Nos peixes esta região é o centro do sistema da linha lateral e do ouvido interno. Da mesma maneira que os anfíbios os peixes possuem 10 nervos cranianos.

Reprodução

Quanto ao aspecto reprodutivo dos peixes, sabemos que os Ciclóstomos (Petromyzontoidea e Myxinoidea), são hermafroditas, caso raro entre os vertebrados e mesmo entre os peixes modernos, onde 13 famílias dos Actinopterygii (peixes ósseos), apresentam esta condição. Os peixes cartilaginosos e os peixes ósseos apresentam gônadas pares, sendo os sexos separados. A fecundação na maioria dos peixes é externa. Nos Chondrichthyes (tubarões e raias) a fecundação é interna. O macho apresenta um órgão copulador na parte interna de cada nadadeira pélvica, denominado de clásper, que é sulcado medianamente. Quando estes são colocados juntos, formam um ducto em continuação com a cloaca, por onde saem as células germinativas.

Referência Bibliográfica
Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/peixes/divisao-dos-peixes.php . Acesso em 02 de março de 2012.

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